Teolinda Gersão no Câmara Clara

Teolinda Gersão não lançava um romance há 14 anos. “A Cidade de Ulisses” é um pequeno (200 páginas) grande livro. Nele cabem: uma história de amor entre um homem e uma mulher; a história de Lisboa e, através dela, a História de Portugal; a história de uma exposição no CAM, Gulbenkian; a história de uma geração que cresceu no Estado Novo, acreditou na revolução e nos anos 80 conheceu, já, a presença do FMI no país. Com o seu ar doce e convencional, Teolinda Gersão surpreende quando diz, por exemplo, que Fernando Pessoa era um doente e não deveria ser modelo de vida para ninguém, ou quando alude a versões menos conhecidas de Odisseia (Homero), como aquela em que Penélope, na longa ausência de Ulisses, dormiu com todos os seus 129 pretendentes. Um Câmara Clara a não perder no dia 29 de Maio.



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