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Trespass

História da Arte Urbana Não Encomendada.

“Para muitas pessoas, invadir propriedade e pintar parece uma actividade criminal. Mas, na realidade, os 30 cm2 do teu cérebro são trespassados diariamente por equipas de peritos em marketing. Os graffiti são uma resposta perfeitamente proporcionada ao facto de nos serem vendidos objectivos intangíveis por uma sociedade obcecada pelo status e pela infâmia. Esta é a visão dum mercado livre e não regulado, tendo o tipo de arte que merece. E de qualquer modo, podes dizer que é tudo uma perda de tempo, mas ninguém se importa com a tua opinião, porque o teu nome não está escrito com letras enormes na ponte da cidade. “

Banksy, 2010.

É com estas palavras de Banksy que um dos mais recentes lançamentos da Taschen se apresenta. Falo do livro “Trespass – História da Arte Urbana Não Encomendada“, naquele que é intitulado como o primeiro livro a reunir a história completa deste movimento de arte nas ruas que tem crescido a olhos vistos, tornando-se cada vez mais num fenómeno de culto da actualidade.

A arte urbana sempre foi considerada uma arte controversa que divide opiniões, sendo abraçada por uns e odiada por outros. Esta forma de expressão continua ainda a ser vista por muitos como apenas mais uma forma de vandalizar uma cidade. No entanto, como é referenciado no prefácio por Marc e Sara Schiller, a maior parte destes artistas opta por trabalhar em bairros descurados, revitalizando-os. E comparando com os inúmeros placares publicitários que inundam as nossas cidades, será isto pior?

Pessoalmente, os inúmeros graffitis, stencils ou colagens que se encontram espalhados pelas várias cidades do mundo já fazem parte do meu guia de turismo. É fantástico descobrir algumas destas pequenas/grandes maravilhas ao virar de uma esquina. Num local escondido ou à vista de todos.

O livro contém trabalhos de 150 artistas de diferentes gerações, desde Keith Haring e Jean-Michel Basquiat até Os Gemeos, Barry McGee e sem esquecer o já mencionado, Banksy, entre muitos outros.

O crítico de cultura popular e editor da revista Paper, Carlo McCormick é o autor responsável desta obra.

Para complementar a leitura, porque não uma passagem pelo cinema também? O documentário “Banksy – Pinta a Parede” já se encontra em exibição nas nossas salas. Realizado pelo próprio artista, tem sido alvo de muita atenção e nem passou despercebido na última edição dos Óscares, recebendo a nomeação para melhor documentário.

No cinema, ou em casa, mas acima de tudo nas próprias ruas, não se esqueçam de as procurar. Afinal de contas, elas podem estar lá hoje, mas amanhã ninguém o sabe. Nada dura para sempre, muito menos a arte urbana.



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