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The Revenge

is Looking Up To You ...

“Aaah, só gostas de ouvir Disco!!!” Mentiraaa…

A diversidade consta dos meus arquivos físicos e todos os géneros partilham o mesmo espaço e tempo sem colisões.

Mas é certo que o que me leva à pista no imediato, com intensidade e expressões potenciadas é um ritmo bem artilhado de groove, narrativas de movimentos e sinestesias bem vincadas.

Outros ritmos aguentar-me-ão no dancefloor … mas co-adjuvados por alguns hidro-tónicos, limão e Gin… mas pouco! E… nem tudo é assim tão linear.

Vamos por partes!

Obviamente que as particularidades supramencionadas não são exclusivas do Disco/Nu-Disco nem significa que ficámos parados no tempo, como já ouvi muitas vezes.

O tempo é mais flexível e elástico do que se julga. Existem componentes de expressividade na música cujos conteúdos, conceitos e padrões se renovam espontaneamente sem ameaça à dita e tão proclamada originalidade.

Como tal, germinam, do “caule” dos anos 70 e 80, seivas discoides, cósmicas, baleáricas, entre outras, que dada a receptividade dos ambientes conquistaram novos e renovados espaços na música de dança actual:

Graeme Clark aka The Revenge é um rapaz escocês que “trocou” o kilt e os sons das western isles pelo glitter amaciado, bronzeado e sinuoso do slow motion Disco-House groove.

Graeme ainda é muito jovem mas não é maçarico no processo da produção musical. Influenciado pela enorme colecção de rock , soul, funk, electro e disco dos pais, direccionou-se para referências como Prins Thomas, James Lavelle, Todd Terje, Tim Sweeney, Giles Peterson, entre muitos outros.

Começou, desde cedo, a experimentar alguma maquinaria do pai e a reinterpretar fusões entre ritmos como o hip-hop, disco e house.

Graeme afirma que a actualidade abraçou novamente disco e o deep house de uma forma muito harmoniosa. Não estamos a falar de saudosismo mas de aprofundar e recuperar alguns pilares clássicos. Conta, também, que Glasgow  tem uma forte cultura de clubbing mas não é pretensioso ao ponto de achar que tem um magical finger na cena.

Mas é certo que a recuperação de clássicos como “Heavy Love Affair” de Marvin Gaye, “Looking Up To You” de Michael Wycoff, “Just be Good to Me” (SOS Band) com a colaboração de Danielle Moore dos Crazy P,  ou (a minha favorita) “Lost in Music” das Sister Sledge, vieram encher-nos de sol: The Power of Colour.

Teve o privilégio de trabalhar com os melhores produtores escoceses nos últimos 5 anos enriquecendo, notavelmente, o seu trabalho.

Em 2009, as suas produções dispararam rapidamente para as lojas de música e para as pistas conferindo-lhe um estatuto, muito semelhante ao de Todd Terje, dizem. Garante que 2009 foi um ano-surpresa pela aceitação dos vários projectos envolvido.

Um desses projectos é 6th Borough Project que une Graeme Clark e Craig Smith, dos Soul Renegades.

Conheceram-se há 10 anos e resolveram juntar diferentes personalidades, gostos semelhantes e vontade de converter-nos ao dancefloor, de coração ao alto. Dizem que são uma espécie de ying e yang e, juntos, encontraram um bom equilíbrio como “alfaiates da música”. É assim que consideram os seus edits: tirar do armário peças vintage, extremamente contemporâneas e transformá-las de acordo com o seu próprio estilo.

Graeme tem as suas próprias Labels, a Five20East, que se apresenta em fase sabática. Neste momento é mais uma loja de discos online, associada a uma selecção muito eclética que vai do downtempo ao “dancefloor business”. Five20East, por agora, sem grandes planos para o futuro.

A Instruments of Rapture é conhecida por ser estrictamente direccionada para o vinyl mas recentemente ultrapassou a barreira para o digital (exclusivo apenas na Juno Downloads) e pela qual são lançados nomes como os 6th Borough Project, C-Rock, Revenge, Tim Sweeney, entre outros.

The Revenge inspira a uma recriação de diversos signos e ambientes. Uma abordagem que nem a todos agrada mas que, sem dúvida, constroi um vocabulário de infinitas variações.

Podemos contar com edits de “Cherry Pie” (Sade), “Love Light in Flight” (Stevie Wonder), “Between the Sheets” (The Isley Brothers), numa abordagem mais house, “Storm King” (Bob James) em sintonia com Craig Smith, entre muitos outros.

So please get LOST IN MUSIC.



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