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Uns Belos Rapazes

Uma abordagem sofisticada da adolescência.

“Uns Belos Rapazes” trata-se da primeira abordagem cinematográfica de Riad Sattouf, enquanto realizador. Neste primeiro filme, o tema principal concentra-se no despertar para a sexualidade durante a adolescência.

A história é simples: Hervé é um adolescente, de cerca de 14 anos, que tem pouco de atraente, vive com a mãe ( uma mulher de meia idade que está de baixa por se encontrar a recuperar de uma depressão) e tenta sobreviver com o seu grupo de amigos (menos ou tão pouco atraentes como ele) aos desígnios que qualquer juventude adolescente tem: a aceitação, a identidade e… a sexualidade.

A abordagem que Riad Sattouf enceta, nesta dupla função enquanto realizador e argumentista, em nada é pueril; pelo contrário, aborda os anseios sexuais dos adolescentes, de forma crua e, em certas passagens, de tão real que é, roça o cómico e causa o ridículo e o embaraço no espectador. Sem filtragens secantes, melancólicas ou exageradas. Vai directo ao assunto, sem mais. Tudo com um nível de comicidade e drama na medida certa. Em termos temáticos, poderíamos dizer que em certa medida, “Uns Belos Rapazes”, poderá ser para o cinema francês, o que o “American Pie” será para o cinema norte-americano; com uma diferença no que diz respeito aos elementos narrativos: é mais sofisticado, é francês e os seus personagens são totalmente despretensiosos, com especial enfoque para os actores Vincent Lacoste (Hervé) e Anthony Sonigo (o metaleiro Camel).

“Uns Belos Rapazes” é um exercício nostálgico e cómico da adolescência, aparentemente, sem grandes pretensões, mas que marcou presença na edição deste ano em Cannes, na quinzena dos realizadores.

“Uns Belos Rapazes”, realizador Riad Sattouf, com Vincent Lacoste, Julie Scheibling, Anthony Sonigo, Alice Trémolière. Comédia. 90 minutos. França. 2009.



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