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Virgem Suta

"Portugal está cheio de personagens engraçadas. Dão assunto para vários discos..."

São muitos os quilómetros que unem a cidade do Porto à cidade de Beja, mas a amizade que une Jorge Benvinda e Nuno Figueiredo não tem barreiras. O duo está de regresso após o sucesso do álbum homónimo lançado em 2010. “Doce Lar” está à venda nas lojas desde o dia 14 de Maio e conta com uma edição especial onde podemos escutar, para além das 12 músicas originais, as versões dos temas «És tudo para mim» de Carmen Miranda, «Absolutamente» de Amália Rodrigues e o grandioso «Playback» de Carlos Paião interpretados ao vivo. Mas certamente que no próximo dia 23 de Maio, na apresentação do álbum no espaço TMN ao Vivo, os Virgem Suta não farão playback.

Jorge Benvinda e Nuno Figueiredo contaram novamente com a colaboração de Hélder Gonçalves e podemos escutar a voz de Manuela Azevedo dos Clã, desta vez nos coros. Com este álbum, os Virgem Suta querem colocar todos a abanar o esqueleto e brincar ao “faz de conta”, mesmo quando retratam situações da actualidade bem portuguesa. O single «Beija-me na boca» já faz as delícias das playlists radiofónicas e “Doce Lar” é um disco que em nada defrauda expectativas e fica nos nossos ouvidos, “tão certeiro como o cupido”. Directamente de Beja para o mundo inteiro, senhores e senhoras, os Virgem Suta.

Todas as respostas foram dadas pelo Nuno Figueiredo.

Há um ano atrás andavam em digressão por todo o País a divulgar o vosso primeiro álbum de título homónimo e que foi um enorme sucesso. O que mudou ao longo deste ano e que proveito é que tiraram disso?

Na verdade, muita coisa mudou. Demos imensos concertos, com cada vez mais público. Experimentámos o estrangeiro mais uma vez (desta feita em Toronto, Canadá) e todas estas experiências nos deram estofo enquanto banda e a noção de que temos um público fiel e cada vez mais exigente. As pessoas que vão aos nossos concertos esperam cada vez mais de nós…

À semelhança do álbum anterior, contam novamente com Hélder Gonçalves na produção do álbum e com a voz da Manuela nos coros em algumas canções. Para além de serem todos amigos, são os grandes influentes na vossa sonoridade?

É certo que são uma grande influência e, acima de tudo, bons amigos que têm grande facilidade em interpretar os nossos gostos e nos ajudarem a concretizá-los. Os Clã são, a par de Sérgio Godinho, a nossa maior referência musical nacional.

“Doce Lar” é o título do novo trabalho. Como é que foram construindo este disco?

Foi um disco bem mais rápido que o anterior. As músicas foram surgindo ao longo do último ano, nas pausas dos concertos e nas viagens que fomos fazendo. Quando terminámos a digressão (em Novembro do ano passado) fizemos um ponto da situação e percebemos que já tínhamos material suficiente para começar a gravar o disco. Após a pré-produção, constatámos que os temas tinham coerência no seu todo e que dariam um disco que nos orgulharia. A partir daí foi só meter as mãos na massa!

E que cuidados tiveram neste disco que não tiveram no anterior?

Não tivemos nenhuma preocupação especial. Apenas queríamos que acontecesse como no primeiro disco, ou seja, chegar ao fim do processo e sentirmo-nos orgulhosos do nosso trabalho. E isso aconteceu. O trabalho está tal qual como desejávamos.

Virgem Suta

O vosso disco é anunciado como “um cozinhado bem temperado de histórias e personagens do Portugal mais e menos profundo”. Conhecem muitas “Maria Alices”, “Bárbaras e Ken’s”?

As nossas histórias têm sempre algo de verdadeiro nelas, pois são elementos que nos ficam daquilo que vamos vivendo ou vendo viver. Nesse sentido, estamos certos que conhecemos algumas “Maria Alices” e outras tantas “Bárbaras e Ken’s”… Portugal está cheio de personagens engraçadas. Dão assunto para vários discos…

As 13 canções que compõem este trabalho são todas compostas e escritas por vocês, mas na edição especial do disco encontramos duas músicas escritas por outros letristas. A que se deve esta escolha?

A edição especial conta com três versões que habitualmente tocamos nos concertos e que, a pedido dos fãs, resolvemos incluir numa curta edição do novo disco. São versões de grandes músicas cantadas por Carmen Miranda, Amália e Carlos Paião. A «Playback» não poderia faltar. É um tema que não pode faltar nos nossos concertos.

A vossa digressão anterior tinha como título “Digressão pelas capelinhas do País”. Que nome terá a nova digressão?

É coisa em que ainda não pensámos. Quando muito terá o nome do disco.

No dia 23 de Maio apresentam “Doce Lar” ao vivo. Haverá novamente uma preocupação estética nos cenários em palco? Anteriormente tinham réplica de uma taberna…

Certamente. Há coisas a que prestamos especial atenção e o aspecto cénico do espectáculo é uma delas. Queremos oferecer aos espectadores o melhor possível. As músicas têm todas elas uma mensagem implícita e é bom enquadrá-la o melhor possível com a cenografia.

Esperam alcançar igual sucesso com este disco?

Obviamente que desejamos ter o maior sucesso possível. Queremos chegar a cada vez mais pessoas e tudo faremos para consegui-lo. É para isso que trabalhamos há tantos anos…

E a partir de agora, o que se segue para os Virgem Suta?

Segue-se a melhor parte, a partilha dos temas novos com o público. A aventura da estrada e dos concertos… Rock & Roll! Já temos saudades.



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