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Astral Chain | Nintendo Switch | Análise

Go, Go Power Rangers!!!

Desculpem pessoal, os Legion fazem-me lembrar o megazord! Embora esta grande companhia e produtora seja, maioritariamente, conhecida pela fantástica saga da Bayonetta, para mim, nada bate o excelente MadWorld, lançado para a Nintendo Wii. Para um pequeno miúdo de 14 anos, entrar num mundo a preto e branco onde apenas o sangue das vítimas tinha cor era qualquer coisa de extraordinário. Qualquer morte tinha o seu je ne sais quoi de violento misturado com criatividade, aliado, claro, aos mini-jogos que pertenciam ao objetivo principal do jogo – que era matar, diga-se -, dando resultado a um título cheio de vigor e ambição, características essas que têm passado de geração em geração, dentro dos jogos criados por esta produtora. Nisto, Astral Chain, não foge nada à regra!

Tendo em mãos um título desta envergadura, nada como dividir a nossa review nas partes em que o jogo se destaca.

Primeiro, os gráficos do jogo. Sendo a Nintendo Switch a consola mais “fraca” do mercado, grande parte dos jogadores espera que, tal consola, seja a casa favorita de jogos indie assim como dois ou três ports bons, mas de jogos um tanto ou quanto antigos… Porém, desenganem-se!

Graficamente, Astral Chain não parece um jogo desenhado para o Hardware da Switch. Para lá de algumas linhas que contornam as personagens e os ambientes, é um título super ambicioso, mas, ao mesmo tempo, consegue entregar aquilo que promete sem comprometer a experiência do jogo! Desde fantásticos ambientes futurísticos e alienígenas a cidades com imensos NPC’s, é possível encontrar de tudo! Já para não falar de todos os momentos flashy do jogo, isto é, com tanta coisa a acontecer ao mesmo tempo, esperava-se que o fraco Hardware da Switch não correspondesse às expectativas, mas nada é sacrificado.

Resta ainda concluir, nesta vertente, que, pelo menos ao nível da jogabilidade, nada foi retirado ou reduzido em detrimento da velocidade do jogo porque com um estilo de combate tão frenético e nada no ecrã sofrer cortes, tudo apontaria para um caso impossível. Tanto em handheld mode como ligado à TV notei uma resposta rápida da consola a todos os comandos introduzidos durante o jogo, sem qualquer tipo de break. Isto, naturalmente, facilita imenso o combate, como disse, frenético que encontramos em Astral Chain aliado, claro, a todo um universo explosivo e agressivo onde vivem as Chimeras, inimigos sedentos de sangue com o objetivo esperado de dizimar a humanidade. Para impedir que isso aconteça, nós, uma divisão especial de Policias de ARK chamada Neuron, é chamada a cada um dos locais do crime, onde, em regra, começa com uma introdução ao espaço e uma investigação geral de todos os residentes daquela área, fazendo no final uma pequena análise de tudo aquilo que foi visto/testemunhado por essas mesmas pessoas, para depois então passar para a ação, derrotando as Chimeras com a ajuda dos nossos Legion.

E o que são os Legion perguntam vocês e muito bem?

Ora, os Legion são criaturas robóticas controladas por nós, o jogador, para nos ajudar não só a derrotas os inimigos como nos ajudam a interagir com as áreas e missões secundárias do jogo. Neste jogo temos cinco Legion diferentes, cada um com a sua característica principal: Sword Legion – que nos é apresentado imediatamente após o começo do jogo e aquele com que aprendemos as questões básicas de como treinar o Legion; Arrow Legion – aquele que nos possibilita o disparo de setas; Arm Legion – que nos permite entrar na sua armadura para um melhor controlo do robô e dar um dano conjunto da nossa personagem e da máquina; Axe Legion – que nos garante um escudo protetor; e, por fim, Beast Legion – um simpático lobo que nos dá boleias de um lado para o outro.

Tudo isto combinado resulta numa diversidade enorme em termos de aproximação ao combate, aliado a bosses gigantescos e intimidantes, mas que, no fundo, são ossos fáceis de roer para o nosso protagonista. Isto se estivermos a jogar na dificuldade normal e não naquelas mais avançadas!

Ainda nesta linha, cada Legion tem a sua árvore de Skills, árvore essa que deve ser cultivada ao longo do jogo, desbloqueando um Legion cada vez mais forte e robusto, para facilitar em combates mais rigorosos. Pode e deve, ainda, ser limpo. Não se esqueçam de limpar o pobre do robô! Toda a gente trabalha melhor depois de um bom banho.

Customização… bem nesta secção, tudo ou quase tudo pode ser alterado. No vosso Legion têm uma variedade relativamente grande de skins para escolherem, enquanto que, no vosso herói, podem optar por meter o cabelo da cor que vocês quiserem, assim como diferentes opções de roupa e ainda estilos de cabelo e/ou cores e skins de roupa. Estes itens também vão sendo desbloqueados ao longo da conclusão de cada missão.

Até aqui, parece que é tudo um mar de rosas para este novo jogo. Porém, todas as coisas têm um lado negro e este título não é exceção. O mundo dos Chimeras podia ser um pouco mais diversificado, não se limitando apenas aos polígonos bicolor que existem dentro de todos os portais. Uma questão puramente estética, mas que poderia ser alterada, quem sabe, num Astral Chain 2, adicionando locais de mundos diferentes, por exemplo. Outra questão que não falei muito é a vertente multiplayer deste jogo que, sinceramente, tira toda a vontade de ser sequer mencionada uma vez que, essa experiência, retira todo o objetivo do jogo que é, controlar as duas personagens com apenas uma delas. Para além disso, a nossa personagem poderia ter o que o resto do jogo apresenta: mais vida. Parece um pouco perdido nas cutscenes para além de não falar em nenhuma delas…

Veredito

Considero o Astral Chain como um jogo de ação de início ao fim que vale bem o preço pelas 20 horas de jogo que garante no seu modo história – em regra. Divertido, emocionante e com uma forma de combate inovadora, este título veio para ficar como um dos exclusivos da Nintendo Switch que faz a Sony e a Microsoft se roam de inveja.

Prós:

  • Estilo de combate inovador, controlando duas personagens com um só comando/personagem;
  • Gráficos fantásticos e surpreendentes para a Nintendo Switch;
  • Investigação e Missões secundárias interessantes;

Contras:

  • Cenários um pouco repetitivos;
  • Fraca vertente de Multiplayer;
  • Jogador apresenta-se, um pouco, sem vida.

 

N.º de Porta:

8.5/10



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