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Bolongaro Trevor

God Save the Queen!

Pelo nome, podíamos previamente adivinhar o desenrolar da história. Um nome atribuído pelo seu teor forte e palavras que conjugadas só fariam sentido, se o objectivo fosse logicamente ligar o nome ao conceito. “Bolongaro Trevor” é de repente, para quem desconhece a sua história, um nome enigmático. Um daqueles nomes que devem ter levado horas a desconstruir de tão poderoso que é.. Well, never mind.

“Bolongaro Trevor” é apenas a criança trazida ao mundo pelos designers britânicos Kait Bolongaro e Stuart Trevor – originais fundadores e formais designers e criativos por trás do grupo de culto All Saints Retail LDA. Pegando na sua assinatura e elevando o seu conceito estético, ambos decidiriam abandonar o grupo e formar a sua própria marca, iniciando o processo de onde tinham deixado a “All Saints”.

Inspirados pelas modas e elementos do passado, principalmente a época vitoriana, os designers elaboraram um plano de como confeccionar roupa trazida do passado para uma moderna e nova geração.

A ousadia e o look desestruturado, tornaram-se instantaneamente sinónimos de “Bolongaro Trevor”, que também se sobressaiu pela sua fascinante e despojada  técnica de construção. Uma perfeita construção que tem feito as delícias de fantásticos editoriais de revistas como a Vogue, Grazia, iD magaze, Dazel and Confused, Elle e Nylon.

A herança britânica tornou-se também num ponto de referência e de venda, para além de uma etiqueta. Ao incluírem elementos e detalhes com o padrão da bandeira do Reino Unido em todas as suas peças, colmataram uma obsessão desenvolvida a partir da história musical da Grã-Bretanha,  do movimento rock ‘n’ roll mod e de todas as diferentes subculturas ao longo dos anos.

Para quem nunca ouviu falar, ‘mod’ é a abreviatura de Modernismo.  O símbolo usado por este movimento é originário da pop arte e foi baseado no símbolo usado nos aviões da RAF (Força Aérea Francesa)  durante a Segunda Guerra Mundial.

Contudo, é também considerada uma tribo que surgiu nos meados dos anos cinquenta na Inglaterra, constituída por jovens que ouviam um estilo de música muito particular e tinham hábitos e indumentárias também estas muito específicas. Bem, mas para definir ‘mod’ basta um único nome: “Beatles”. Get it?

Pois bem, o vestuário, além da alfaiataria, consistia em elementos militares, a parka – casaco em verde-militar – com patches do exército, era uma identificação da tribo, assim como as jaquetas de couro para os rockers.

Logo, é lógico que as influências militares estejam bem patentes no estilo de “Bolongaro Trevor”. A estas, conjuga-se ainda o fascínio pela era vitoriana – acima referido – permitindo aos designers transformarem as suas peças em algo apurado, ousado e inovador. Uma marca que revolucionariamente atribuiu um novo significado ao conceito vintage.

Hoje, a marca é vendida em mais de 100 localidades em todo o mundo, incluindo Nova Iorque, Los Angeles, Hong Kong e Japão. Uma visão além fronteira, quem tem vindo a assaltar novas culturas e gerações.

O mundo rendeu-se à marca “suja e negra” de Kait e Stuart e já são várias as personalidades que contam com a sua presença para darem corpo aos seus espectáculos e apresentações. Com isto, ultrapassasse a ténue barreira entre a música e a moda, enquanto o nome da marca é difundido para todos os tipos de público.

Entre os fãs destacam-se os The Who, Kasabian, Kings of Leon e celebridades como Agyness Deyne, Daisy Lowe, Pixie Geldof, Courtney Love, Placebo e o resto da malta do underground.

Fazendo um pequeno preview da nova colecção – Spring/Summer 2011 – bem ao estilo FashionTV num perfeito “I see it first ..”, posso contar-vos – off the record, claro! – que a colecção apresenta-se numa composição original, única e comercial, prometendo peças contemporâneas feitas à mão, inspiradas nas descobertas vintage que se foram acumulando ao longo dos últimos 20 anos. Eis que se cria uma moderna e aguçada escultura estética rodeada por uma faceta escura e um espírito sombrio.

Contemos com bastantes desconstruções, padrões escuros e góticos inspirados no estilo vitoriano, obcecado com a morte, a ressuscitação e com a glória – claro!; muito jersey atribuído a peças separadas como é o caso de pólos, t-shirts, tops e pequenos cardigans; detalhes militares que inspiram flanelas, lãs, algodões e jeans; drapeados e o icónico padrão com a bandeira do Reino Unido que rouba protagonismo a forros, tops, saias, malhas, lenços e vestidos.




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