Breakfest on Pluto

O último trabalho de Neil Jordan estreia no final de Março.

Baseado no bestseller de Patrick McCabe, que foi nomeado para o Booker Prize, “Breakfast on Pluto” é o mais recente trabalho do oscarizado Neil Jordan. O filme é protagonizado por um “inspirado” Cillian Murphy (o mesmo que interpretou Jim em “28 dias depois” de Danny Boyle) e tem estreia agendada nos cinemas portugueses para dia 30 de Março.

Abandonado em bebé à porta de uma igreja na Irlanda, Patrick “Kitten” Braden (Cillian Murphy) desde cedo sobreviveu a uma realidade hostil graças ao seu encanto e à recusa em deixar alguém alterar a sua maneira de ser – um jovem desenquadrado do mundo que o rodeia e, principalmente, do seu corpo, o que o torna muito mais que um homossexual ou um travesti.

Com a acção situada em Londres dos anos 70, “Breakfast on Pluto” dá-nos a conhecer a vida de Kitten e a sua busca incessante do amor e da verdadeira mãe, enquanto que, perdido, se vai envolvendo nos meandros da música, do ilusionismo, da prostituição e até do IRA.

“Breakfast on Pluto” marca o regresso de Neil Jordan à realização. Nascido em Sligo na Irlanda, Jordan iniciou a sua carreira como escritor tendo publicado alguns romances e contos (durante a sua carreira publicou mais livros). O cinema apenas surgiu na década de 80 e a consagração cerca de dez anos depois com “The Crying Game”, o filme que lhe rendeu seis nomeações para os Óscares e a conquista do galardão para melhor argumento original.

Depois do sucesso da “Entrevista com um Vampiro”, o seu filme mais comercial, Jordan conseguiu encontrar o apoio financeiro necessário para um sonho antigo de retratar a revolução irlandesa. “Michael Collins”, que contou com a participação de Liam Neeson e Julia Roberts. Seguiu-se, em 1997, “The Butcher Boy”, a primeira colaboração com o escritor irlandês Pat McCabe, em 1999, “In Dreams” e “The End of the Affair” e em 2004, “The God Thief”, filme rodado no sul de França com a interpretação de Nick Nolte.

“Breakfast on Pluto” promete ser um filme bastante intenso, com uma excelente banda sonora, repleto de irreverência e originalidade. A não perder no final do mês de Março, num cinema perto de si.



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