“Consegues Arrotar Muito Alto?” | Glenn Murphy

“Consegues Arrotar Muito Alto?” | Glenn Murphy

Esquisita, mas fixe

No seu dia-a-dia vivido no londrino  Museu da Ciência, Glenn Murphy habituou-se a ser bombardeado com todo o tipo de perguntas, quer em quantidade como em diversidade. Foi a partir de uma dessas questões que nasceu “Porque é que o ranho é verde?”, um livro que respondia, de forma original e aplicando um corte nas partes chatas, a todas essas dúvidas existenciais. O sucesso foi tanto que Glenn decidiu avançar para a publicação de um novo livro, até porque haviam algumas questões que tinham ficado sem resposta.

Desta vez, pensando também nas pessoas que não podiam ir a Londres exercer o seu direito ao ponto de interrogação, foi lançado um site na Internet, onde miúdos e graúdos puderam colocar as questões científicas e filosóficas que mais os atormentavam, mesmo que fossem estranhas – e clássicas – pérolas como «Porque é que o cocó é castanho?» ou «Porque é que o chichi é amarelo?». O resultado foi “Consegues arrotar muito alto?“, um livro de perguntas e respostas sobre o mundo e o universo, servido com muito sentido de humor e apimentado com factos fascinantes.

Dividido em áreas temáticas – o corpo, o clima, o movimento, os enigmas e as grandes questões -, “Consegues arrotar muito alto?” mergulha em assuntos tão seriamente divertidos como os arrotos e os soluços – parece que houve um homem que passou 68 anos a soluçar -, respondendo a dúvidas corporais geográficas tais como «Porque é que temos pálpebras nos olhos e não nas orelhas?», fornecendo uma sempre útil lista de desculpas para um traque mal medido, reconstruindo a origem da pele de galinha ou explicando a diferença abissal entre jeans e genes.

Escrito sob a forma de uma animada conversa, misturando uma recheada bagagem científica com curiosidades, factos e muita brincadeira, “Consegues arrotar muito alto?” é um livro extremamente divertido e, ao mesmo tempo, um precioso objecto de conhecimento, que fará com que os mais novos olhem para a Ciência com outros olhos e tecendo, sobre ela, um comentário elogioso que andará perto disto: «esquisita, mas fixe».



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