Diablo 3 – Reaper of Souls

Diablo 3 – Reaper of Souls | Análise

Diablo foi derrotado, mas eis que das sombras surge um novo antagonista. Desaparecido desde os eventos que levaram à destruição da Worldstone, ainda no Diablo 2, Malthael, outrora o Arcanjo do Conhecimento e membro do Angiris Council, aparece novamente. Só que agora surge como o Símbolo da Morte. O seu objectivo? A Black Soulstone. Entramos assim na primeira expansão de Diablo 3, Reaper of Souls. É com ela que a Blizzard promete revitalizar a série, levando-a de volta às suas origens que tão bem destinguem Diablo dos outros dungeon crawlers com mistura de hack and slash. Será que vai conseguir?

Convenhamos que a Patch 2.0 que ofereceu um novo sistema de loot já tinha feito maravilhas ao Diablo 3. O sistema Paragon redefinido deu também outro peso ao jogo mas se a tudo isso juntarmos as novas componentes de Reaper of Souls, os fãs mais antigos da série Diablo podem por fim respirar de alívio. Isto é o que queriamos que Diablo 3 tivesse sido desde o começo.  Com esta expansão chega um novo acto que continua a história, uma nova classe, um novo Merchant e um novo modo de jogo.

O acto V retoma imediatamente o ponto onde terminamos o jogo original e leva-nos a Westmarch, onde começamos a enfrentar as forças de Malthael. Aqui começa a notar-se o revitalizar deste título. Voltaram os tons mais sombrios, as ruas de Westmarch estão de tal forma desenhadas que é inerente o sentimento de despero e desolação. Ambiências e tonalidades estas que por vezes se perdiam na verão original. Com novas áreas para explorar surgem também novos eventos e side-quests, e acreditem que são muitos. A variedade volta a falar mais forte em Diablo e isso nota-se também na carrada de loot que vamos espalhando pelo chão à medida que vamos medindo forças com anjos e demónios. O acto V surge como talvez o mais diversificado de todos os actos e pode durar até 5 horas, levando-nos a zonas nunca iguais e sempre recheadas de surpresas, umas mais agradáveis do que outras. A exploração torna-se novamente aliciante, uma vez que nunca se sabe onde podemos encontrar o próximo item lendário. Será este inimigo? Será neste evento? A experiência nunca se torna repetitiva e é pena que esta incrível diversidade de cenários não tenha ocorrido nos actos anteriores.

Diablo 3 – Reaper of Souls

Para ajudar a combater esta vasta horda de inimigos surge assim uma nova classe. O Crusader. Se como eu tinham saudades do Paladino de Diablo 2, não se preocupem que o Crusader cumpre e muito bem, diga-se, o papel. Aliás, ao encontrar alguns Journals sobre os Crusaders, ficamos a perceber que esta classe abraça muito mais os poderes da luz do que os Paladinos. Por isso, fiquem descansados que não estamos nada mal servidos. Com um enorme escudo numa mão e a capacidade de empunhar noutra uma arma de duas mãos, o Crusader apresenta-se como um guerreiro temível e que não deve ser de todo subestimado. Ao Crusader juntam-se também óptimas habilidades que tão bem o distinguem das outras classes e que oferecem um enorme grau de suporte, tanto ofensivo como defensivo se por exemplo estivermos a jogar com amigos.

A dado ponto na história encontramos um novo Merchant que nos irá prestar serviços sempre que estivermos de volta à cidade. Com esta simpática senhora temos agora a possibilidade de alterar o aspecto da nossa armadura. Já que vamos salvar o mundo (outra vez) porque não fazê-lo com estilo, certo? Podemos também encantar os nossos itens. Aqui escolhemos a característica que queremos alterar num determinado item, de acordo com os possíveis resultados podemos escolher um ou, caso não seja bem o que pretendemos, podemos deixar ficar como está. Tenham, no entanto cuidado, porque tudo tem um preço.

Diablo 3 – Reaper of Souls

Mas a cereja no topo do bolo é sem sombra de dúvida o novo modo. Surge agora o Adventure Mode. Deixamos finalmente de precisar de percorrer os vários actos da história do jogo à procura de itens que façam as delícias do nosso personagem. No Adventure Mode temos ao nosso dispôr o mapa dos vários actos do jogo, mas livres para serem explorados. Aqui a história é completamente posta de lado e surgem os Bounties. Os Bounties são quests random que nos levam a matar certas elites, explorar certas partes do cenário, enfim os objectivos são do mais variado que pode haver. Ao completar um determinado número de bounties podemos ganhar acesso a Nephalem Rifts. Estas dungeons variam em tamanho e também os cenários são sempre diferentes. Nenhum Nephalem Rift é igual a outro. Estas dungeons representam também o mais difícil que o Adventure Mode pode oferecer e sabem o que isso significa. Com grande dificuldade vem uma catrefada de loot e quase sempre um lendário quando matarem o Guardião do respectivo Rift.

Com o adventure mode podemos finalmente dizer adeus ao modo história e fazer o que sempre quisemos. Ligar, fazer uns bounties que basicamente implica matar bicharada, receber uma catrefada de loot por isso e desligar quando quisermos.

Reaper of Souls chega assim em boa hora, conseguindo revitalizar e de que maneira Diablo 3. O adventure mode oferece uma dinâmica extremamente viciante e nunca repetitiva. Explorar este universo nunca foi tão aliciante e, se o fizermos com amigos, essa experiência torna-se ainda mais gratificante.



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