The Sims 4

The Sims 4 | Análise

um passo à frente e dois atrás

Este mês chegou aos nossos computadores a quarta entrada naquela que é uma das séries mais vendidas de sempre. The Sims 4 marca também o regresso da EA Maxis, que esteve ausente desde o Sims 2. Combinando esforços com o já veterano The Sims Studio, este título teve tudo o que precisou para vingar. Assim, chega até nós um Sims 4 com novas funcionalidades e personagens com personalidades ainda mais, vincadas, o que vai complementar o novo e refinado sistema de relações entre elas. Com este título a EA prometeu elevar a série a um patamar sem precedentes. Será que foi isso que aconteceu?

Como em todos os jogos, a nossa jornada começa com a criação de um personagem. Aqui vamos criar o nosso personagem e se quisermos a família que o acompanha. A nível de cara  e corpo, a secção Create A Sim, nunca foi tão poderosa. Para criar a cara ou corpo perfeito já não precisamos de alternar entre vários menus diferentes. Basta agora clicar e arrastar o cursor na parte do corpo que pretendemos alterar e sentir imediatamente as diferenças. Agora sim, podemos criar um Sim exactamente como o imaginamos, o leque de vozes é agora mais extenso e podemos até  escolher a forma como anda. Mais interessante ainda é o facto de que todas as características que escolhermos, vão moldar a personalidade do nosso Sim.

A seguir, falta escolher a roupa que acompanha o nosso personagem. Só que aqui as opções são mais limitadas, mais até do que nos títulos anteriores, o que é uma pena. Já não podemos personalizar as nossas roupas com cores e padrões à nossa escolha. Isto dizer que apesar de termos cores para escolher, o painel onde as podemos seleccionar não é tão vasto como, por exemplo, o que nos oferecia o título anterior. Além disso, também o leque de peças de vestuário está agora mais limitado.

Escolhido o corpo e roupa que acompanha o nosso Sim, falta dar-lhe personalidade. Esta será o resultado da combinação das ambições e traços de personalidade (que são agora apenas 3) que escolhermos. Essa combinação confere também ao nosso personagem um pequeno bónus. Estes bónus podem variar e geralmente caem sobre tarefas que o nosso Sim goste de executar.

Claro que se não quisermos ter muito trabalho, existem agora modelos com conjuntos de roupa pré-definidos. Isto é, em vez de escolher peça a peça, com um simples clique, vestimos o nosso Sim com um conjunto completo de roupa. O Create A Sim consegue realmente ser inovador. A criação de facto, do nosso Sim não tem precedentes em termos de detalhe mas quando passamos à “decoração”, digamos assim, do nosso personagem as opções disponíveis são extremamente limitadas. Infelizmente, um passo para a frente e dois para trás.

Com todos os personagens criados, resta agora colocá-los numa casa. Como já acontecia nos títulos anteriores, a primeira casa dos nossos Sims é… é mais… modesta, vá. Com um orçamento inicial, igualmente modesto, mobilar a casa não será tarefa fácil nos primeiros meses. Não obstante, o sistema de criação de uma casa no The Sims 4 revela-se mais intuitivo do que nos títulos anteriores. Criar paredes, pisos, intersecções de paredes, é tudo bem mais simples. Para aligeirar os momentos mais preguiçosos, como já acontecia na secção de criação de personagem, também aqui existem modelos pré-definidos, só que, neste caso, de divisões como cozinhas, salas, quartos e por aí fora.

Só que infelizmente, para quem vem dos títulos anteriores, também esta componente vai apresentar-se como algo incompleta. Isto tanto na criação da casa propriamente dita como na consequente decoração. Apesar de mais intuitiva, há opções que não estão presentes neste título e quando estamos a mobilar a casa é impossível, por exemplo, não reparar na ausência de máquinas-de-lavar louça.

Já no jogo propriamente dito, The Sims 4 consegue ser ligeiramente mais polido do que os títulos anteriores da série. O interface geral, está também mais organizado e ocupa menos espaço no ecrã e é agora bem mais intuitivo. Neste título, o mapa aberto que tínhamos no Sims 3 desapareceu e volta a organização por áreas. Museus, restaurantes, bibliotecas e parques, por exemplo, são agora zonas distintas e para visitar cada uma delas, temos de passar por um pequeno Loading.

Quanto aos nossos Sims, o seu quotidiano ao início é sempre algo monótono. Trabalhar para pagar as contas e melhorar a casa, dormir e repetir. A não ser que sejamos ricos, aí grande parte dos problemas desaparece. Aliás como na vida real, certo? Fantástico! No entanto, há sempre tempo para falar e organizar uma festa com os amigos e vizinhos e aqui podemos constatar que a relação entre os personagens, bem como a personalidade que os define, constitui a verdadeira inovação deste título. Tiram-se selfies, exibem-se músculos às “babes”, seduzem-se velhinhas, debatem-se ideias… Enfim, é extremamente gratificante assistir à interacção entre os vários Sims e reparar em tudo o que os torna diferentes.

Como disse em cima, “um passo para a frente e dois para trás” é a frase que melhor se aplica a este título. The Sims 4 apresenta-se como o título ideal para quem nunca pegou na série, ou pouco explorou os títulos anteriores. A relação entre as várias personagens é de facto aliciante e todo o Interface é agora mais intuitivo mas um facto é que todo o restante conteúdo pode ficar algo aquém da expectativas, nomeadamente para aqueles que exploraram tudo o que os títulos anteriores tinham para oferecer. No entanto, aqueles que conseguirem contornar este pequeno, grande problema, conseguem mesmo assim encontrar boas horas de diversão neste título.

 

 



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