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Dolphins into The Future @ ZDB

Uma viagem pouco turbulenta.

Concerto curto, de aproximadamente meia hora, o de Dolphins into the Future – a Galeria Zé dos Bois (ZDB), de vez em quando, prega-nos partidas. Quando chegamos à associação cultural vê-se cinema no terraço, um documentário que nos parece debruçar sobre a música e ritmos de uma qualquer tribo africana.

Entramos na sala do concerto, uma das mais pequenas da ZDB, e quase não encontramos luz, apenas um holofote a apontar para a parede. Está toda a gente sentada e, quando o senhor que carrega o nome do projecto consigo entra em palco, quase se confunde com o público – entre 20 e 30 melómanos. Apenas um amplificador e alguma parafernália electrónica em palco.

Sentimos os sons do mar, uma gaivota, várias gaivotas, ondas de espuma, um barco de pescadores atracado. O ambiente é relaxante e temos vontade fechar os olhos e viajar pelo Oceano – Atlântico, Pacifico, Árctico, Índico, tanto faz. Ouvimos apenas o som de folhear – o do caderno de notas do escriba, mea culpa – e o de uma moeda que cai desamparada no chão. Sentimos o sobe e desce dos teclados, uma maré que vaza, outra que sobe. Sentimos as vozes longínquas e o som daquilo que parecem ser tribos africanas – tal como no documentário que passava antes do concerto.

Há concertos que não sabemos se gostamos ou não, apenas ficamos com a sensação de um momento bem passado. Este foi um deles. Acabou com um “Thank You”, fim de uma viagem pouco turbulenta.



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