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Fado Portugal uma história de faca e alguidar

Marionetas num quadro de Malhoa.

A Companhia S.A. Marionetas estreou em Alcobaça, nos dias 3 e 4 Fevereiro, o espectáculo “Fado Portugal uma história de faca e alguidar”, no Cine-Teatro João d´Oliva Monteiro. José Gil, Natacha Pereira e Sofia Vinagre não são só manipuladores de marionetas mas também criadores das histórias, dos bonecos e dos cenários.

Muitos dos espectáculos que já apresentaram são baseados em História de Portugal. “A Culpa foi da Inês” “abarca o período temporal com início no nascimento de D. Pedro I. O elenco conta com meia centena de marionetas (…); “TheatrumPuparum” – relata as Histórias de D. Inês de Castro e A Padeira de Aljubarrota. 
Conta com 20 marionetas de varão(…); “Portucale” – recria o período desde o casamento de D. Henrique com D. Teresa até à batalha de Ourique (…) Utilizam-se marionetas de mesa e varão. “A Ver Navios no reinado de D.João VI e Carlota Joaquina” – Inicia-se a narrativa com a partida da corte para o Brasil e o impacto da mesma na vida da colónia, regressando por momentos a Portugal e às Guerras Peninsulares (…) O elenco conta com 22 marionetas de fios. “Res Publica” – Nesta produção mantém-se a preocupação de relatar os acontecimentos históricos, tanto a nível político como a nível social, utilizando para o efeito marionetas de fios.“

Fado Portugal teve um registo de narrativa diferente de todos os outros. Gil afirma “tentámos não contar a história do fado mas representar o ambiente”. Os três amigos nos espectáculos anteriores têm contado ao público histórias da História de uma forma inacreditável…

Esta última criação apresenta-se com uma narrativa mais simples. É a história da família de Adelaide da Facada e o marido Amâncio “(…)as personagens do quadro do pintor Malhoa(…)”. Tudo começa com Adelaide e a sua Sogra a lavar roupa, até Amâncio chegar e informar que vai partir para a pesca. Quando este chega, como típico pescador, vai para a taberna beber.

Entusiasma-se com uma moça que logo provoca conflito em casa com a sua mulher Adelaide. Fazem as pazes e festejam em casa com a sogra, uma sardinha e muito vinho. Percebemos a existência da saudade, da dor, do amor, do perdão, da fé no espectáculo, tal qual como existe no fado.

Todo o público cantou quando se ouviram os fados surgirem como música de fundo, mas mais ainda quando o fado deu voz às marionetas. Outro momento alto foi quando Amâncio desceu ao público e interagiu com ele, fugindo da sua mãe que não quer que ele ande com provocações a outras mulheres.

Simples não são as quatro marionetas… é sem dúvida onde se verifica uma maior evolução da companhia. As marionetas de manipulação directa é uma experiência com sucesso.

Este espectáculo foi uma Co-Produção Museu da Marioneta de Lisboa – EGEAC e S.A.Marionetas. Os Marionetistas agradecem ao Cine-Teatro João d´Oliva Monteiro de Alcobaça.



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