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Fugly | Entrevista

Eles são irreverentes, mas originais. São uma banda de rock do Porto, constituída por 4 elementos: Pedro Feio (Jimmy), Rafael Silver (Rafa), Nuno Loureiro e Ricardo Brito.

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Os Fugly marcaram presença na 25ª edição do Super Bock Super Rock e tivemos oportunidade de entrevistá-los.

Nome originado de “Fucking Ugly”, loucos, apaixonados e artistas. Possuem um bom conjunto de características para uma banda. Eles são irreverentes, mas originais. São uma banda de rock do Porto, constituída por 4 elementos: Pedro Feio (Jimmy), Rafael Silver (Rafa), Nuno Loureiro e Ricardo Brito.

O Jimmy começou por apresentar os elementos da banda e falar sobre o género de música. “Fazemos umas músicas um bocado abrangentes em relação à nossa geração”.  Confessaram-nos que a origem das músicas vem de muitas noitadas em conjunto, mais que uma banda eles são amigos e vem daí muita da criatividade deles. O Jimmy passou a explicar onde nos diz “passas a sair mais vezes à noite e passas a ter os teus pais sempre a darem-te na cabeça a dizer que estás a perder tempo. É uma reflexão sobre como começar a ser uma pessoa responsável”.

No início da banda era o Jimmy e o Rafa a amadurecer as ideias. Partiram inicialmente do Jimmy e depois em conjunto com o Rafa começaram a desenvolver os planos do que viriam a ser os “Fugly”. Jimmy iniciou esta banda irreverente, mas integrou bem os restantes elementos. Ele disse “mas neste momento, o objetivo é consolidarmos as músicas todos juntos”

Admitem que não sabem se é isto o que querem fazer o resto da vida, preferem viver o momento. “Ainda hoje não sabemos se vamos levar isto a sério”. Já conversaram sobre o assunto, mas ainda não chegaram a nenhuma conclusão. A faixa dos 30 anos são o limite da decisão, é o tudo ou nada. O Jimmy contou a sua alternativa “Eu inicialmente decidi, se aos 30 isto não der em nada, eu quero ser cozinheiro…”. Já se mentalizaram que é o que eles mais gostam de fazer, mas até fazerem disso vida consideram que é um longo caminho. O Nuno Loureiro completou e bem esta explicação quando nos diz “quero ser trintão a falar de coisas de teenagers” (risos).

Relativamente ao álbum “Millennial shit” dizem que é uma coisa que sentiram muito na geração deles, os problemas da sociedade; “foi uma geração que demorou mais tempo a crescer, não tivemos de ir logo trabalhar ou para a tropa… queremos falar sobre nós”. Este álbum começa com uma viagem idealística da transição da adolescência para a idade adulta.

Dizem que não compuseram nada com o objetivo de criticar a sociedade, foi baseado a nível pessoal, mas também sobre o que sentem em relação à sociedade em geral “a vida atrás do ecrã, a vida atrás dos “Likes”… é viciante, deixares de ter o teu próprio pensamento e deixares que uma máquina te controle”. Ainda deram o exemplo de assistirem a um concerto repleto de telemóveis, acusam as pessoas de serem quase “telecomandadas”, não valorizam os momentos.

Em 2018 receberam um excelente feedback dos fãs e dos meios de comunicação social. “muita gente veio elogiar o nosso trabalho e deu-nos um certo ânimo que não sabíamos se alguma vez íamos ter, foi um ano bastante positivo, fizemos imensos concertos, uma tour europeia, foi o melhor ano da nossa vida”. Rafa em jeito de resposta ao Jimmy disse-lhe “odiei tocar contigo, para aí umas 70 vezes” (risos).

As letras das músicas contam uma história desde o principio ao fim do álbum. “acaba por ser uma reflexão… houve uma espécie de fechar de um ciclo que quisemos fazer entre o EP e o álbum, mas não sei se vamos continuar”. Questionamos se nos queriam partilhar alguma coisa e a banda confessou-nos que está num processo de “brainstroming” gigante, não sabem se vão manter uma ligação narrativa com o restante discografia.

A próxima tour internacional por vontade deles era já amanhã, estão sempre prontos para partirem rumo aos palcos internacionais. Isso não está longe de acontecer, é já em 2020 onde irão partir novamente para concertos mais longínquos.

Contaram-nos que fizeram amigos na última tour e mantêm o contacto com as pessoas que se cruzaram no caminho deles. Existe uma história recente e partilharam connosco, em que conheceram um jovem num concerto, descreveram-no como “alucinado”, e em conversa com eles disse que o Jimmy era filho do satanás só porque sim. Tiveram uma semana em Leiria onde estiveram num espaço cultural a desenvolver ideias, a compor e ensaiar músicas novas e “o resultado disso aconteceu hoje aqui no Super Bock, tocamos algumas dessas músicas”.

Mediram os sonhos enquanto banda e disseram-nos que “o nosso sonho é ter uma linha de tupperwares, vender marmitas e levar marmitas para os concertos”. Relativamente a um sonho mais artístico também querem a dar concertos em grandes salas de espetáculos, festivais e continuar a crescer enquanto artistas.

Agradeceram aos fãs de forma carinhosa que os tem acompanhado e também aos que assistiram ao concerto no dia 19 de julho, no Meco.

Prometeram dar-nos notícias brevemente, será a próxima entrevista na tour internacional?



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