DragonQuestBuilders2

Dragon Quest Builders 2 | Análise | Nintendo Switch

Atenção! Máquina em Movimento!

Normalmente, podemos encontrar o título deste artigo nas estradas em construção ou aquando a realização de obras em imóveis mas não deixa de ser uma frase adequada para o jogo em questão.

Uma vez que nunca joguei a primeira versão deste jogo, fui um pouco às escuras no que toca a este género de JRPG, tendo apenas como experiência algumas fases de Minecraft que, acidentalmente, foram passando por mim. E, tenho já a dizer que não me senti muito longe de casa, fator esse um pouco desanimador, considerando o tamanho que o Minecraft teve em termos mundiais comparado com o Dragon Quest (doravante designado por DQ). No entanto, entendo que seja uma franquia com um enorme poder no lado oriental do globo.

Através dos últimos patches feitos ao Minecraft, é possível, não só, alimentar a personagem como montar animais, ganhar experiência, visitar outros reinos, combater com Bosses, etc. Em DQ encontramos, exatamente, os mesmo princípios com apenas diferentes personagens e um mais detalhado mundo RPG, ou seja, do ponto de vista de construção, acho que teriam uma muito melhor experiência se apenas adquirissem o Minecraft, uma vez que têm uma imensidão de opções, leque esse muito mais alargado do que encontram em DQ. Do ponto de vista do RPG e da interação das personagens com o mundo, ficam, claramente, a ganhar com a aquisição deste título, motivo pelo qual me levou a jogar e testar o mesmo.

No início do jogo somos convidados a desenhar a nossa própria personagem, alterando pequenas coisas como o cabelo ou a cor dos olhos e, de seguida, passamos à atribuição do nome. Como sou uma pessoa com um elevado nível de criatividade, fiz o que manda a regra dos miúdos de nove anos nos jogos do Pokemon e, dei à personagem o meu próprio nome! YEY!!

Portanto, parti para a aventura parecendo um filho bastardo do Goku dentro do mundo do Minecraft! Mas esperem, eu disse-vos que me sentia em casa certo? É facto que o mundo de DQ não se afasta muito, pelo menos, visualmente, do Minecraft.

Pois bem, depois de um pequeno tutorial passado dentro de um barco, um terrível acidente acontece com o mesmo, sendo o nosso herói – neste caso, eu – alvo de um naufrágio. Após este pequeno incidente, a nossa aventura começa e, sinceramente, começa de uma forma pouco dinâmica, ensinando o jogador a fazer as “receitas” mais simples que existe como fazer uma cama, não dando liberdade nenhuma ao mesmo, pelo menos numa primeira fase. Como disse, nada do modo de construção deste jogo me surpreendeu, muito menos esta mão auxiliar que se arrasta durante os primeiros objetivos de jogo. Construir pequenas casas, camas ou armas não são, de todo, a minha noção de diversão de jogo e, por outro lado, percebi o porquê do Minecraft ter funcionado tão bem neste campo, isto é, nesse jogo, nada nos é dito como fazer ou por onde começar… o jogador é livre de fazer aquilo que bem lhe apetece, quando lhe apetece, mesmo que a consequência seja a morte do mesmo!

Aqui não. Aqui temos de seguir uma linhagem histórica com alguns elementos de construção, onde a nossa criatividade é esquecida e pouco estimulada, tendo apenas de ir de o ponto A para o ponto B. Atenção! Estou a referir-me apenas ao modo história do jogo. Acredito que, no post-game, as coisas sejam completamente diferentes. Todavia, achei o jogo um pouco desinteressante no que toca a estas matérias.

Quanto à lado RPG da coisa, aqui é diferente! O nosso pequeno herói tem a possibilidade de evoluir de forma muito mais dinâmica – e diga-se, importante – do que acontece com o jogo objeto de comparação. Ir buscar novas personagens para te ajudar, combater inimigos mais fortes e ir buscar itens raros são apenas alguns dos pontos que posso apontar que gostei de ver aqui retratado. Confesso, inclusive, que o meu lado de colecionador não me deixou colocar a consola em cima da mesa durante alguns dias. Para além disso, as Quests ou Missões são um fator chave deste jogo, moldando a experiência de cada jogador. Desde pequenos Puzzles a Dungeons por descobrir, são apenas algumas atividades que podem fazer em DQ.

De volta ao menos bom do jogo, diria que o combate também não é a melhor coisa que já vi, tendo uma mecânica muito básica onde podemos apenas carregar num botão, várias vezes, em torno de um inimigo e, já está! O detalhe no combate é tão pouco que o próprio “ataque carregado“ é mais fraco do que continuar em torno do inimigo a carregar, constantemente, na tecla do ataque…

Por fim, quero apenas apontar que, embora seja familiar, as três ilhas principais são lindas de se ver e explorar. Conjugado com as Quests que temos de fazer em cada uma, é um jogo capaz de nos roubar horas e horas a fio. Porém, não vejo o jogo a contribuir com nada inovador e, daí, a nota.

 

Prós:

  • Embora pouco originais, os visuais são muito elegantes;
  • Missões/Quests muito interessantes e que não deixam cair o jogo numa monotonia em espiral;
  • Personagens interessantes e boa história.

Contras:

  • Construções pouco ou nada originais;
  • Combate um pouco entediante.

 

N.º de Porta: 6/10



Também poderás gostar


Pin It on Pinterest

Share This