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High Places @ ZDB

Os High Places já são old school.

Terceira vez dos dois High Places na Zé dos Bois (ZDB), na passada sexta-feira, “um dos nossos locais favoritos para tocar”, dizem eles, qual declaração de amor sincero, sem pingo de farsa. Numa táctica escapista que vai contra tudo o que acontece para aqueles lados por estes dias, o duo deixou Brooklyn para se fixar em Los Angeles. Os ares da moda não parecem ser para eles e a bonita história dos High Places em Portugal pode não passar de salas como a ZDB ou o Plano B. Nada contra, está claro.

Desta feita, o objectivo é promover “Original Colours”, o fresco registo, que não é mais que uma desculpa para voltar a espalhar charme, continentes fora. Ele está encarregue da percussão e da guitarra, ela fica com as teclas e a responsabilidade vocal. Estas electrónicas dançáveis dos High Places trazem-nos à memória uma data de coisas novas que têm acontecido nos últimos dois/três anos – gente como Glasser, por exemplo – a forte preponderância da percussão e a própria formação do projecto em palco. Existe também um grande respeito pela natureza – as flores em palco, as imagens projectadas. É um concerto curto, o de este duo macho-fêmea, coisa tão trendy, tão na moda nos últimos dez anos. Quando Rob Barber, ele, pega na guitarra, lembramo-nos dos brilhante concerto dos Handsome Furs no Mexefest há pouco mais duas semanas, esse grande, enorme concerto, esse portento de sensualidade. O concerto dos Furs é material para balanço anual, o dos High Places foi apenas um bom (efémero) concerto. Mas não nos deixemos enganar. Esta é música é entusiasmante, é música de maquilhagem esborratada e banda sonora para corredor de pedra, húmido e escuro, cenário de videojogo dos anos 90.

Regressaram para encore, depois das tais manifestações de amor para com a ZDB, e tocaram mais “duas velhinhas”, que é como quem diz de 2006. Afinal, como disse recentemente Robert Flynn, vocalista dos Machine Head, no Coliseu dos Recreios, “uma canção com quatro anos hoje em dia, já é uma canção old school”. É isso, os High Places já são old school.



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