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Hitchcocks

Terror e rock'n'roll. Made in Brazil.

“Hitchcocks” é o título do EP da banda, com o mesmo nome, brasileira de São Paulo, surgida em 2006 após dissolução do projecto Moon Patrol (1999-2002) de que faziam parte Bob Robriguez (guitarrista e voz actual de Hitchchcocks), Nathan Borges (outrora guitarrista, actual baixista) e Washington Santos (baterista, agora responsável pelo uso de sintetizadores e trompete) aos quais se junta Gregor Izidro na bateria.

No planeta Hitchchcocks interagem cometas intrínsecos à esfera do clássico rock’n’roll da década de 50 e 60 – nele circunda o gosto e interesse pelos filmes de terror e ficção científica que adornam o psychobilly, o cinzentismo do pós-punk e a energia sintomática do garage rock.

O cosmo Hitchchocks dispara e envolve-se nessas rotações e em conversa com a banda torna-se ainda mais clara a ideia dessas, tão mutáveis como complementares, influências.

O quotidiano serve-lhes de ponto de partida para a criação; nele fantasiam o clima sinistro e a banda sonora ajustada aos filmes de série B. Os doze temas do EP homónimo reflectem-no, sobretudo os instrumentais envoltos nesse clamor a que as películas de terror nos vêm habituando ao longo de décadas. Alguns instrumentais criam o cenário de bizarria glamourosa do colectivo. Bob Rodriguez especifica a fórmula. “Na música «Distúrbios em Marte» usamos o synthetzer para fazer uma frequência de vibratos a fim de ficar como um theremin, já «Lost Paradise» é uma música hipnótica, enfeitada pelo baixo cavernoso de Natan Borges que puxa dessa forma a música. Com a bateria transgressora e reversa de Gregor Izidro e junto com a minha guitarra surf de fundo o som tem frequências hipnóticas a que se junta ainda a ambiência mistério de Washington Santos”.

Para além destas, “Hitchcocks” conta, mais afastado da rota de terrorismo e luxúria, com mais dez temas, estes já mais próximos das ondulações referenciais dos outros cometas que os envolvem. «O Escorpião Escarlate» faz lembrar o psychobilly clássico de uns Capitão Fantasma ou Bruto and Canibals, «Insolita City» e «Olhar Urbano» a irreversibilidade contagiante do garage rock mais imponente, que lembra “aqui e ali” a fase “Outer Space Shit” de uns Tédio Boys. Das outras faixas que compõem o EP contam-se ainda «Ennio Morricone Theme», «Ghost Rivers In The Sky», «Dr Hipnoise», «A Noite de Tesouro Verde», «Unno Pedaço de Estrella», «The fly by The Mummies» e «Surfing Munsters».

Para já a adesão do público tem sido, para os mesmos, surpreendente. “Estamos a conquistar cada vez mais público. O público europeu também tem sido muito favorável nos comentários e mensagens que nos enviam. Tocar na Europa seria surreal! Gostávamos muito mesmo e aproveitamos para te deixar um forte abraço e para todos os que nos têm acompanhado através do nosso site aí em Portugal”.

O projecto musical, e respectivas datas, estão disponíveis para curiosos e amantes do género que ainda não tiveram oportunidade de o conhecer no myspace da banda.



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