Imagens Despidas do Tempo

Trabalho de Carlos Correia até 28 de Abril na Galeria Baginski.

Continua patente a exposição “Imagens despidas do tempo”, mostra que reúne trabalhos de Carlos Correia. Até 28 de Abril na Galeria Baginski, na Rua da Imprensa Nacional, em Lisboa, de terça a sábado, entre as 14 e as 18 horas. Para que este o trabalho deste autor seja compreendido, nada melhor que dar a palavra a Miguel von Hafe Pérez.

(…) “É a partir dos mais tradicionais géneros da pintura – o retrato, a paisagem, as “conversation pieces” – que Carlos Correia vai estabelecer um discurso pictórico que claramente aponta para territórios de tensão entre o representado e o modo como se representa.

O resultado da passagem a pintura de imagens que o artista conscientemente selecciona e agrupa por temáticas específicas que correspondem, como se disse, aos géneros convencionais da pintura, desemboca numa espécie de limbo temporal que se sublinha tendo em conta a disparidade dos referentes: desde personagens ou cenas da pintura de Manet e Degas aos protagonistas das reuniões do G-8, de William S. Burroughs a visitantes em museus contemporâneos, tudo se desdobra em sentidos que de forma não linear nos remetem para dois campos de gravitação hermenêutica mais ou menos óbvios, que são a esfera dos poderes simbólicos e a esfera dos poderes económicos e ideológicos. O que aqui se torna particularmente interessante é esta fusão intersticial – precisamente em homenagem a Burroughs, parece-me –, que implode no plano da imagem em formas lânguidas, exageradamente picturais, como que rindo de si próprias e do seu destino.”



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