Maria Gadú + Filipe Catto @ EDPCOOLJAZZ (23-07-2017)

O bom ambiente dos Jardins do Marquês de Pombal sente-se logo à entrada. Tirando o facto de se encontrar em obras da parte de fora, por dentro somos convidados a desfrutar de um ambiente descontraído com o espaço Cool Pick & Go bem distribuído com vários bancos e um outro jardim – fontes vazias com alguns canteiros, mas sem perder o ar romântico – onde somos agraciados com o Santa Casa Jazz Sessions, iniciativa que junta trios de jazz. João Espadinha é o guitarrista e juntamente com um contrabaixista e um baterista tocam canções do universo MPB introduzindo assim o ambiente calmo e lírico que a noite prometia.

Às 21h00 acaba a iniciativa da Santa Casa e segue-se para o recinto do palco da EDP que vai enchendo pouco antes e durante o concerto de abertura. O dia 23 de Julho foi sem dúvida dedicado à música popular brasileira com Filipe Catto a abrir a noite. Aos poucos o artista foi conquistando o público com a sua simpatia e a sua expressividade,  com ritmos que passam por vários estilos como samba, bolero, tango moderno e jazz. Já partilhou o palco com outros artistas brasileiros desde Maria Bethânia, Ney Matogrosso, Vanessa da Mata e Arnaldo Antunes, mas mostrou o seu especial carinho pela música portuguesa quando cantou a «Canção do Engate» do nosso António Variações e quando confessou que a vai incluir o seu próximo trabalho. Apesar das pessoas se terem mantido sentadas, é bem certo que Filipe Catto tenha despertado o interesse daqueles que pouco ou nada conheciam da sua música e despediu-se com um até breve.

E depois do intervalo entra a tão esperada Maria Gadú que concentrou o público no seu talento. Ela que é dona de uma voz eclética juntando várias influências, proporcionou momentos onde a palavra “amor” prevalece em cada canção e que transparecem a sua determinação perante aquilo em que acredita. Exemplo disso foi quando falou de parte da história com a sua companheira e quando disse um claro “Fora Temer”. Entre os seus temas a brasileira cantou em italiano com um dos seus músicos, e em francês onde teve uma preciosa interpretação de «Ne Me Quitte Pas» de Jaques Brel. As grandes surpresas ficaram para o fim, já depois de uma falsa despedida. A música mais pedida pelo público «Shimbalaiê» foi o pretexto para apresentar os seus músicos. E uma das meninas que “invadiram” o palco para dançar foi chamada para um dueto. Foi ela a cabo-verdiana Mayra Andrade que se encontrava na platéia.

É bom quando os artistas se sentem como se estivessem em casa e mostram-se disponíveis para estar com quem os aplaude. Tanto Filipe Catto como Maria Gadú fizeram questão de não esconder o apreço que têm pelo povo português e pela nossa gastronomia. Pois então, que voltem sempre que quiserem, pois não vai faltar energia lusa para os confortar.



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