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Beatriz Pessoa + Jamie Cullum @EDPCOOLJAZZ (29.07.2017)

A última noite do EDPCOOLJAZZ terminou em grande com uma aposta segura. Jamie Cullum foi o artista mais esperado não só da noite como também do festival. O estádio Mário Wilson, em Oeiras, ficou praticamente lotado para assistir à estrela do Crossover Jazz.

O britânico tem marcado presença em Portugal nos últimos anos e o porquê dessas visitas anuais percebeu-se na passada noite de sábado. Ele tem sempre uma plateia que canta com ele, que aplaude sem que precise de pedir e que quando se levanta, não se senta mais. A verdade é que o artista britânico também tem um talento inexplicável para hipnotizar um estádio inteiro. Ele pede e o público faz!

À semelhança do que tem acontecido nas outras noites, foi durante o concerto de abertura que o público foi chegando. O serão começou com a voz da jovem Beatriz Pessoa, que ainda está a dar os primeiros passos na música e que por isso, é pouco conhecida entre o público que ansiava pela chegada de Jamie Cullum.

A entrada em palco foi um pouco tardia, mas o cantor soube compensar com um repertório cheio de surpresas. Os seus habituais saltos do piano não puderam faltar e entre as músicas conhecidas dos seus álbuns, houve ainda espaço e entusiasmo mais do que suficiente para tocar algumas covers como «Sinnerman» de Nina Simone, «Everybody Loves the Sunshine» de Roy Ayers e ainda a cover «Shape of You» de Ed Sheeran, incluída no projeto The Song Society. E é admirável a sua capacidade de improvisar mashups para passar de uma música para outra.

No entanto, são às suas músicas que o público mais adere. Quando voltou ao palco para o encore parecia que não queria ir embora. Todos os músicos já tinham saído, mas ele continuou acompanhado do seu piano, concentrando todos aqueles que o assistiam numa despedida repleta de gratidão. Quando realmente foi embora, deixou o público a cantar «Mixtape» numa tentativa de o trazerem de volta e ao mesmo tempo, mostrando o apreço que têm pelo seu talento. Pode-se portanto, constatar que a relação de Jamie Cullum com o público português é bastante recíproca e que se explica porque é que Portugal é passagem obrigatória nas suas tours.

 



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