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Lauryn Hill, Grace Jones e Black Star reforçam Kalorama 2026

Ms. Lauryn Hill, Grace Jones, Vince Staples e Black Star lideram a nova vaga de confirmações do MEO Kalorama 2026, que revelou também a distribuição do cartaz por dias e abriu a venda de bilhetes diários com preços promocionais até Março.

Na 5.ª edição, o MEO Kalorama volta ao Parque da Bela Vista, em Lisboa, entre 28 e 30 de Agosto de 2026, reafirmando-se como um festival ancorado em três eixos centrais: música, arte e sustentabilidade. As mais recentes confirmações sublinham essa aposta na diversidade e no diálogo entre gerações, com lendas do hip hop, da pop e do electro-rock a partilhar o alinhamento com alguns dos projectos mais estimulantes da nova vaga internacional e portuguesa. O festival destaca ainda o compromisso com a comunidade de Chelas e com o próprio Parque da Bela Vista, assumindo uma estratégia de impacto positivo e abordagem regenerativa, que pretende deixar um legado duradouro para além dos dias do evento.

No plano artístico, Ms. Lauryn Hill surge como uma das figuras centrais desta nova ronda de nomes, chegando a Lisboa com um espectáculo especial acompanhada por Wyclef Jean, Yg Marley e Zion. A artista norte-americana, que se tornou uma referência incontornável do hip hop com o álbum “The Miseducation of Lauryn Hill”, de 1998, promete revisitar esse clássico na íntegra, ao mesmo tempo que recupera em palco a química que a uniu a Wyclef Jean na fundação dos Fugees, em 1990. Os filhos, Yg Marley e Zion, juntam-se ao alinhamento deste concerto único, num cruzamento de gerações que liga a história do hip hop à herança da família Marley.

Grace Jones, ícone absoluto da cultura pop, é outro dos nomes em destaque nesta vaga. A jamaicana, que começou por se afirmar como modelo em Nova Iorque e Paris no início dos anos 70, consolidou uma carreira singular como cantora, actriz e performer, reinventando repetidamente os territórios da soul, da disco e da new wave. No MEO Kalorama 2026, a artista leva ao palco o seu universo visualmente provocador, em que música, moda e performance se fundem em espectáculos intensos e coreografados ao detalhe, pensados para envolver por completo quem assiste. O festival sublinha a dimensão metamórfica e a capacidade de ruptura de Grace Jones como um dos símbolos da sua própria linha curatorial.

O hip hop volta a ter peso forte na programação com Vince Staples e Black Star. Natural de Long Beach, Califórnia, Vince Staples é apresentado como um contador de histórias que observa a cultura contemporânea com humor e lucidez, explorando temas sociais e pessoais com uma escrita directa e inteligente. Já Black Star, o duo formado por Yasiin Bey e Talib Kweli em Brooklyn, em 1997, traz ao Parque da Bela Vista um legado profundamente marcado pela consciência política. O projecto nasceu no rescaldo das mortes de The Notorious B.I.G. e Tupac Shakur, procurando responder a esse vazio com o álbum “Mos Def & Talib Kweli Are Black Star” (1998) e regressando em 2022 com “No Fear Of Time”, produzido por Madlib, que actualiza o discurso crítico do grupo para o presente.

Entre as novas confirmações surgem também vários nomes em ascensão. A espanhola Judeline é descrita como uma estrela emergente que desafia as fronteiras da música tradicional do seu país, cruzando referências modernas com raízes locais. A sueca Anna Von Hausswolff apresenta uma abordagem expansiva que liga o rock à música etérea e a ambientes quase litúrgicos, enquanto Angine de Poitrine, duo experimental de Québec formado pelos irmãos Klek e Khn de Poitrine, é conhecido pelas actuações mascaradas e por uma proposta que mistura rock, techno e disco. Já os australianos Folk Bitch Trio chegam ao festival para mostrar o álbum de estreia “Now Would Be a Good Time”, confirmando a atenção do Kalorama à nova cena alternativa internacional.

No registo mais provocador, Peaches reforça a vertente performativa do cartaz. A artista canadiana, figura de culto do electro-rock desde o final dos anos 90, construiu uma carreira multidisciplinar que junta música, performance, cinema e artes visuais, sempre com uma abordagem frontal à sexualidade e ao género. Três décadas depois de iniciar actividade, mantém um espectáculo intenso e teatral, que o festival apresenta como uma das experiências mais transgressivas desta edição.

A representação portuguesa também cresce com este anúncio. A Sul, projecto da cantora e produtora Cláudia Sul ligado à editora Cuca Monga, leva ao Parque da Bela Vista o álbum de estreia “Quer Quer Quer”, marcado por uma pop cuidada e um imaginário lírico pessoal. Em formato de concerto especial, Criolo, Amaro Freitas e Dino D’Santiago apresentam ao vivo o álbum inédito gravado em conjunto, obra que celebra as raízes ancestrais da língua portuguesa e os diálogos entre Brasil, Cabo Verde e Portugal. Junta-se ainda Bruno Pernadas, com o seu disco “unlikely, maybe”, onde a improvisação e o jazz assumem papel central, e Femme Falafel, figura singular da nova cena nacional, que leva a palco “Dói-Dói Proibido” com a sua persona descrita como uma “nobre trapaceira de coração flamejante”.

O festival confirma também a saída de Violent Femmes do cartaz de 2026, depois do cancelamento da digressão europeia da banda norte‑americana, o que obriga a uma reorganização do alinhamento sem a presença deste nome histórico do rock alternativo.

A organização destacou igualmente o eixo da sustentabilidade e da relação com a comunidade. Ao longo das quatro primeiras edições, o MEO Kalorama canalizou mais de 334 mil euros em impacto directo e indirecto em Chelas e na envolvente do Parque da Bela Vista, através de doações, criação de emprego local, oferta de bilhetes, apoio a associações, projectos culturais e acções ambientais. Em 2026, o objectivo passa por dar um passo além da lógica de redução de impacto, assumindo de forma explícita o enquadramento de Legado Positivo e Economia Regenerativa, procurando restaurar e fortalecer sistemas naturais, sociais e económicos, com especial foco na acessibilidade da comunicação para pessoas com diversidade funcional.

No capítulo das parcerias, o MEO volta a ser naming sponsor, com a operadora a sublinhar que o festival traduz a sua visão de tecnologia ao serviço das pessoas e de momentos de proximidade. A grande novidade passa pela estreia da Sagres como parceira oficial e naming do Palco Sagres, com a marca de cerveja a assumir o objectivo de reforçar o espírito de celebração e convívio associado aos festivais de Verão e de se aproximar de um público jovem, urbano e atento à cultura.

Em termos de bilhética, os bilhetes diários já estão disponíveis em exclusivo nas Lojas MEO, para clientes e não clientes, por 59 euros até 6 de Março às 23h59. A venda online arranca a 5 de Março em meokalorama.pt e feverup.com, sendo que dois dias depois o preço dos diários sobe para 65 euros. O passe geral custa 120 euros até 1 de Março às 23h59 em meokalorama.pt, feverup.com, Lojas MEO, FNAC e restantes locais habituais, aumentando para 160 euros a partir de 2 de Março. O Pack FNAC mantém-se a 120 euros até 4 de Março, subindo também para 160 euros no dia seguinte, enquanto o Pack Friends, disponível em exclusivo nos canais online do festival, oferece seis passes gerais pelo preço de cinco. Há ainda vantagens específicas para titulares do cartão navegante e do Cartão Jovem, reforçando o esforço de tornar o festival mais acessível a públicos jovens e utilizadores regulares de transportes públicos.



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