Mark Eitzel – Musicbox – Fotografia de José Eduardo Real

Mark Eitzel @ Musicbox

Uma força da natureza.

Em semana de Rock in Rio, véspera de concerto dos Stones – que, sabemos hoje, se viria a tornar num “circo” mediático protagonizado por Bruce Springsteen, Bill Clinton e Bryan Adams – o espectáculo de Mark Eitzel está nos antípodas daquilo que se passou 24 horas depois na autoproclamada cidade do Rock.

Com os American Music Club parados desde “The Golden Age”, álbum de 2008, Eitzel tem-se dedicado a uma discreta, mas sólida carreira a solo. 30 anos depois, podemos dizê-lo com segurança: o homem é uma força da natureza – a performance no Musicbox mostra-nos um performer seguro que em nada deixa perceber a recente recuperação de um ataque cardíaco. Actuação teatral, a de Eitzel, que parece cantar cada canção como se fosse a última vez. Balanceia-se para a frente e para trás, aproximando-se e afastando-se do microfone sem grandes preocupações no que diz respeito à oscilação da voz.

As três décadas nas margens do rock surgem espelhadas num público adulto e no profundo desconhecimento que não deu para mais de 30 por cento da sala. Destes 30 por cento da plateia, desconte-se os estrangeiros e sobrarão poucas dezenas de aficionados portugueses. Merecia mais – vá, 0,001 por cento da moldura humana que passou pela Bela Vista.



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