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Modalisboa Dia 3 – Check Point

Reportagem do terceiro dia da Moda Lisboa.

O terceiro dia da moda Lisboa, iniciou-se num local diferente, foi no Lab Room no MUDE, um espaço dedicado a novos talentos e propostas com conceitos mais arrojados, que mais um dia de desfiles começou.
Nesta tarde de sábado Ricardo Andrez estreou-se na Moda Lisboa, e apresentou a sua colecção partindo da ideia da auto-representação, criando, uma ligação interessante entre este tema, tão habitual na literatura e artes plásticas, e a moda, numa colecção com uma certo carácter surreal. A sua colecção foi composta por peças mais espontâneas e outras estruturadas como blazers, por exemplo, criando uma atmosfera de hostilidade constante, também através dos padrões e materiais conjugados (riscas, xadrez, aplicações de berlindes), facto este que, associado ao tema da auto representação me pareceu ser uma abordagem extremamente curiosa. Vermelho, branco , vários castanhos e amarelo mostarda, foram algumas das cores mais fortes.

Ainda no MUDE, apresentaram-se duas exposições: Aforest Design e Lara Torres. As peças expostas da marca Aforest Design eram maioritariamente em algodão e lã em felpas, fazendas e jerseys inseridas numa colecção que parece ilustrar o processo criativo da criadora e a sua relação com este. Lara Torres apresentou peças de uma colecção que estava apoiada numa pesquisa experimental que procura investigar questões como a memória (individual/colectiva) e a sua relação com o vestuário, mas utilizando o vídeo como media, através da existência de uma projecção na sala de exposição do MUDE.

Mais tarde,no Pateo da Galé, o designer natural de Belgrado Aleksandar Protic, apresentou a sua colecção que marcou pela inspiração no trabalho e vida da artista Georgia O’Keeffe, conjugada ainda, com elementos básicos da natureza como carvão e ouro, utilizando materiais variados como as sedas, lã, algodão e cabedal, predominando o preto e o dourado.

Para o desfile de Miguel Vieira, o Páteo da Galé encheu-se de celebridades do “Showbiz” português e personagens “alternativos”, para assistir á apresentação da colecção do designer chamada “Saudade”. Esta colecção mostrou-nos um revivalismo modernizado, onde se fundiu tradição e puro design. Os materiais: brocados, caxemiras, musselinas, organzas e puras lãs, cujas cores ficaram entre o preto, o azul noite e o branco.

Logo de seguida, Pedro Pedro brilhou com a sua colecção urbana e feminina, muito daywear, com peças de linhas trapézio de inspiração anos 70, que marcaram pelo ecletismo de materiais, que iam da lã natural, pele e penas ao PVC. Interessantes jogos de volumetrias foram conseguidos através de aplicações de pele/e ou pêlo, e aplicações do próprio tecido, podendo ainda observar-se conjugações do curto e do comprido e de justo e largo. Os tons terra, os beges quentes e mostarda, passando pelo verde seco, castanho, caqui e os habituais preto,branco e cinza.

A marca Salsa apresentou no desfile três linhas distintas de vestuário: Urban Motion, Famous Star e Premium Denim. Com um espírito jovem e casual, esta marca, dirigiu-se a espíritos jovens e dinâmicos.

Nuno Baltazar, o ultimo designer do terceiro dia da Moda Lisboa, apresentou as suas propostas para o Inverno de 2011, com uma colecção chamada “Paris. Deco.New York”, com uma clara inspiração da Arte Deco, dos anos 30, mas também com um carácter urbano e sofisticado. Os looks muito femininos, foram compostos por peças onde se notavam pregas e encaixes geométricos, sendo estes essencialmente vestidos e tops, e ainda, casacos masculinos em tecidos com inox, e abrigos em fazendas grossas. A paleta de cores, sem dúvida muito sofisticada, misturando o preto e o cinza com beringela, wine, malva e rosa. Observando o percurso do designer Nuno Baltazar posso afirmar que é uma colecção mais jovem e descomprometida, numa tentativa de rejuvenescer a marca, mas com um carácter claramente sofisticado e chique, como o criador já nos habituou.



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