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Modalisboa Dia 4 – Check Point

Reportagem do quarto e último dia da Moda Lisboa.

Depois de dois anos e meio em Cascais/Estoril, a Moda Lisboa voltou á Capital, e nesta 34ª edição Check Point dividiu-se entre o Terreiro do Paço e o Museu do Design e da Moda.

O quarto e último dia foi iniciado com o desfile da marca White Tent realizado no MUDE, com uma colecção marcada pelo jogo de assimetrias, explorando uma conjugação da linha recta e curva, dando origem a volumes, através da utilização de linhas sinuosas. Esta colecção, com base na geometria, e os jogos que dela podem advir, teve como materiais utilizados: a caxemira, algodão, policerâmica e cabedal, tendo como cores  o castanho, cinzento, azul e grande predominância de prata.

Ainda no MUDE, a marca denominada Vítor, apresentou a sua colecção pela segunda vez na Moda Lisboa. Nesta colecção, o designer Vítor Bastos pretendeu dar uma resposta á colecção anterior “Watch the Greek”,que nasceu dos motins de Atenas de 2008, do vestuário da Grécia clássica e dos cocktails-molotov feitos de garrafas, enquanto nesta nova colecção, explorou o tema da identidade ligado á Macedónia.
As cores muito quentes desfilaram no inicio, enquanto as frias ficaram para o final, tendo como materiais: alpaca, alpaca seca e pele (trabalhados em tricotados), e ainda, lã virgem e piquè.

De regresso ao Páteo da Galé, assistiu-se ao desfile do criador Filipe Faísca numa colecção de mixagem de dois conceitos–o oriental e o ocidental. Com base na chegada dos portugueses ao Japão, viu-se uma conjugação da utilização de tecidos feitos manualmente em teares manuais, que se misturavam com tecidos tecnológicos, feitos em arame e lycra reflectora.

Nuno Gama, o quarto designer do dia, teve como inspiração principal o Burel (tecido artesanal português, feito de lã), que o levou a percorrer Portugal de norte a sul recuperando tradições dos vários locais, chegando depois a peças de vestuário contemporâneo.

Logo de seguida a marca TM Collection fez desfilar a sua colecção denominada “Folding Emotions”, esta marcada pela fusão de looks ocidentais, com o espírito e silhuetas orientais.

Com uma colecção inspirada numa triologia do Paul Morrisey, Ricardo Dourado, baseou-se no universo dos anos 70, através da utilização de formas e estruturas mais retro, em peças com um charme vintage, por vezes oversize, conseguido pela conjugação de sedas, pêlos e denim.

Com “He, She and Me” Dino Alves, surpreendeu a audiência com uma colecção baseada na transformação do masculino em feminino, numa tentativa de criar peças austeras, em outras mais divertidas, exuberantes e vanguardistas. Os modelos masculinos desfilaram de saltos altos, com peças de silhuetas austeras e rígidas, com volumes femininos, geométricas e formais, com materiais como: pele, lã com pliéster, seda, viscose algodão e organza.

Para fechar a 34ª edição da Moda Lisboa, Mental By Shunnoz & Tekasala, a marca de moda masculina Mental, que hoje inclui também propostas de senhora, apresentou a colecção “Tecido.Adaptação” baseada na ideia de uma renovação individual ligada á busca de valores positivos. Os looks de alfaiataria com uma identidade única, foram construídos com a introdução de estampagens de riscas, flores e xadrez, numa paleta de cores “cheia de harmonia”!

E assim terminou esta edição da Moda Lisboa, com uma festa de encerramento na discoteca LUX (no mínino fantástica,devo dizer!), com a promessa de que a 35ª edição será muito mais quente…

Foi muito bom ter a Moda Lisboa no coração de Lisboa, e vai ser ainda melhor se ela lá permanecer, para assim, contribuir para a revitalização da baixa lisboeta.



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