NADA

Um espaço de reflexão sobre TUDO, em forma de publicação quadrimestral.

Quando estava a escrever a pequena frase que separa o título deste texto, deparei-me com a súbita necessidade e desafio de definir a NADA em apenas uma frase. É praticamente impossível sintetizar uma revista que aborda uma quantidade enorme de temáticas e nos coloca a reflectir sobre aspectos que nem sabíamos que existiam. Por isso a forma mais correcta e coerente de descrever esta revista é dizer que a NADA=TUDO.

Com apenas três edições durante um ano, a NADA é um espaço de reflexão sobre os mais variados aspectos científicos e artísticos, dedicando-se também à filosofia, sociologia, antropologia, inteligência artificial, biologia, engenharia genética, matemática, arquitectura e a tudo aquilo que pode ser debatido nas diversas transposições e estados híbridos destas disciplinas.

Ao pegar nesta revista, o primeiro impacto é que pode ser bastante “difícil” de digerir. São mais de 100 páginas de informação onde são apresentadas extensas entrevistas, artigos e ensaios. A verdade é que com o desenrolar da leitura, os textos tornam-se cada vez mais interessantes e “fáceis”. A NADA não foi pensada para ser lida do princípio ao fim no mesmo dia, mas sim durante um período considerável de tempo. Só desta forma consegue-se retirar todo o proveito desta excelente publicação.

Para conhecermos melhor esta revista, decidimos trocar algumas ideias com João Urbano, principal coordenador desta revista, que nos respondeu a algumas questões.

A designação, NADA, representa o começo, “vem de apagamento do que está para trás”, mas também surge como um “tributo a todos os niilistas que nos secundaram: de um Nietzsche, passando por Pessoa, Kafka, Duchamp até um Thomas Bernhard”. Esta expressão simboliza a génese de tudo e “é o que nos prepara para a luta”.

Com apenas 4 números editados, a revista tem sido muito bem recebida por parte dos leitores. Embora possa ser interpretada como uma publicação científica ou intelectual, a NADA consegue ser muito mais do que isso e captar a atenção de públicos muito distintos, como nos confidenciou João Urbano: “A NADA não é uma publicação estritamente científica. Até a malta da electrónica compra a revista”.

É notável a dedicação e empenho que todos os elementos desta equipa colocam em cada edição da NADA, sem qualquer retribuição financeira. Se não fosse pela “carolice das pessoas”, a revista não existia. “Os apoios públicos são insignificantes, não temos atrás de nós nenhuma fundação e a publicidade é mínima”, disse-nos João Urbano, que também não se esqueceu daqueles que apoiaram (e apoiam) esta aventura; “estamos gratos ao Serviço de Belas Artes da Fundação Calouste Gulbenkian que nos apoiou no pós-arranque, bem como o IPLB, que faz-nos uma assinatura anual para 135 bibliotecas espalhadas pelo país”.

A revista pode ser encontrada em dezenas de livrarias espalhadas por várias cidades e custa 7,5€, um valor que para João Urbano, “até é barato”, pois o seu preço “compete” com os livros, que como todos sabemos são bastante mais caros.

Quem estiver interessado em saber mais sobre a NADA, encomendar alguns exemplares, ou até mesmo saber em que livrarias se encontra à venda, podem visitar o site da revista.



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