Metaflux

Depois de Veneza, a exposição ocupa o seu lugar na Cordoaria Nacional.

Até ao fim de Janeiro de 2005, a Cordoaria Nacional, em Lisboa, acolhe a exposição “Metaflux” que representou Portugal na 9ª edição da Bienal de Arquitectura de Veneza, entre Setembro e Novembro do ano passado.

A exposição tem como ponto de partida duas questões. Como e porque mudam as atitudes? Como é que as paisagens e realidades que evoluem à nossa volta dão forma às intenções e às respostas da produção arquitectónica?

A partir daí explora os fluxos de influência e contexto no domínio da arquitectura contemporânea. Depois de se ter reunido um panorama crítico da arquitectura portuguesa recente em “influx” – um grupo de 5 exposições anteriormente promovido pelo Museu de Arte Contemporânea de Serralves no Porto–, esta nova exposição explora o modo como identidades culturais em transformação definem novas atitudes e posições para a prática da arquitectura. Neste contexto, a metamorfose é definida por circulação, troca, tradução e adaptação.

Comissariada pelos arquitectos Pedro Gadanho e Luís Tavares Pereira e organizada pelo Instituto das Artes, “Metaflux” dá a conhecer duas gerações recentes de arquitectos portugueses separadas por pouco mais de meia década que mostram como a prática arquitectónica se altera ao ritmo rápido que caracteriza a evolução da identidade europeia contemporânea. Denota-se uma mistura entre uma tradição estética reconhecida e as referências provenientes da cultura popular internacional que permitem antecipar novas sensibilidades. Do minimalismo à diversidade, 10 ateliers são confrontados nas suas idiossincrassias, linguagens e atitudes. São eles Guedes + de Campos, Inês Lobo, João Mendes Ribeiro, Promontório Arquitectos, Serôdio Furtado & Associados, a.s* atelier de santos, Bernardo Rodrigues, marcosandmarjan architects, Nuno Brandão Costa e S’A Arquitectos.

As duas gerações são agrupadas em dois grupos (X e Y) e, para completar a visão do contexto urbano português dada pelos arquitectos, são também apresentados trabalhos dos artistas Augusto Alves da Silva, Didier Fiuza Faustino, Nuno Cera + Diogo Lopes, Pedro Bandeira e Rui Toscano.

A Geração X é aqui representada por 5 grupos próximos dos 40 anos que transformam as continuidades e tradições da arquitectura portuguesa recente. Aprendizes directos de referências de formato tradicional como Souto Moura e Carrilho da Graça, estes escritórios alteram as suas abordagens através de novas ferramentas conceptuais e referências interdisciplinares. Substituem a forma pura por conceitos abstractos, re-inventam a colaboração criativa, extraem dados das artes visuais e performativas, exploram condições de mercado.

Os 5 grupos de arquitectos mais jovens que integram a Geração Y reflectem a natureza progressivamente mais nomádica da formação arquitectónica. As referências tornam-se difusas e podem incluir fontes contraditórias e conflituosas, tanto locais como internacionais. Apesar de o seu carácter expressivo ser menos e menos identificável com uma cultura arquitectónica particular, é de um contexto e de uma identidade específicas que retiram motivos mais intimistas: poética, humor e o ‘retorno do reprimido’ entrecruzam-se com modos de comunicação mais expansivos.

Geração X
Guedes + de Campos
Inês Lobo
João Mendes Ribeiro
Promontório Arquitectos
Serôdio Furtado e Assoc.

Geração Y
a.s* atelier de santos
Bernardo Rodrigues
marcosandmarjan architects
Nuno Brandão Costa
S’A Arquitectos

+ o contexto urbano português visto por
Augusto Alves da Silva
Didier Fiuza Faustino
Nuno Cera + Diogo Lopes
Pedro Bandeira
Rui Toscano



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