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Nooka

Mais do que simples relógios.

O tempo é aquele factor que tantas vezes nos foge ao controlo ou que facilmente nos salta em cima e nos domina por completo. Talvez seja por isso que haja quem se sinta cada vez mais livre sem a aliança de pulso que um relógio impõe… ou quem se apaixone por completo pela originalidade que pode estar subjacente à passagem de cada segundo, minuto, hora e que por isso queira um relógio junto à pele.

É este último caso que revemos quando falamos da marca Nooka. A marca de origem norte-americana nasceu pela mão do designer Matthew Waldman, há mais de 10 anos, quando este se deixou mergulhar numa memória da sua infância num hotel londrino, onde um enorme relógio de parede lhe deixou a arrepiante sensação de haver tão poucas opções para que se mostrasse o tempo passar – essa mesma sensação arrepiante também já nos terá percorrido ao observarmos os velhos relógios de corda das nossas avós ou os pesados relógios de pulso que só de vislumbrados parecem deixar o tempo arrastar-se para lá de décadas. Pegando nessa perspectiva, Waldman trabalhou uma forma muito linear de mostrar o tempo e, muito bem ancorado nos formatos digitais, criou peças de um design genial, com um cunho de inovação técnica e parecendo, por vezes, superar-se numa espécie de jogo infantil.

Ver as horas num relógio Nooka deixa, à partida, um sorriso. Os objectos são extremamente abstractos, num plástico ou latex abonecado e futurista e com um mostrador que ora nos pode exigir que somemos tracinhos (como uma barra de energia) ou pequenos círculos para chegar ao mimo “Que horas são?”. É um desafio para os sentidos: para o tacto sob o material aborrachado e polido, muito clean, e sobretudo para a visão sobre peças que de tão únicas elevam o design industrial a um rigor portátil para o comum mortal. Diz Waldman que as suas criações pressupõem uma forma muito mais intuitiva de ver as horas, tendo ele procurado criar um novo paradigma visual e crendo que depois de experimentado poucos serão os que consigam voltar aos standards analógicos ou digitais de pulso.

Se chegou a um novo paradigma ou não, cremos que sim. Quanto a “linearidade” é sempre discutível, quando o que para nós tem sido linear são os formatos amados como os clássicos Casio ou, para alguns, Swatch. Mas sobretudo a maneira como os relógios resultam enquanto objectos espelham bem o sábio conceito havaiano “Nooka”, que quer dizer “o futuro é agora” – os anciãos e a sua sabedoria avassaladora. E talvez tenha sido por trazer um punhado de futuro aos relógios com novas horas, que logo no seu princípio de lançamento conseguiu despertar o interesse da Seiko, da qual se desvinculou em poucos anos para ganhar pernas e seguir um caminho próprio.

O site mostra-nos peças que tocam o estilo ingénuo, o robotizado estilo japonês, o abonecado mesmo pela própria mascote Nooz – o boneco que suporta os relógios em descanso quando se vai para a cama -, mas também um lado mais sério, já numa gama com braceletes de pele, alguns com ponteiros ou mostradores que deixam vislumbrar, em números, apenas as horas – porque os minutos é deitar-lhes as contas ao somatório que já descrevi. É divertido, no mínimo. Tão divertida como soberba a apresentação de estilo e arrojo, com qualidade, que se pode obter num objecto de uso tão comum.

Agora tê-los… A Nooka vende-se nos Estados Unidos da América e Canadá, pelo que valha-nos o excelente site que tem, para nos deliciarmos entre as opções disponíveis, participar dos concursos de criação personalizada e esperar que a compra online nos faça chegar rapidamente o tempo que os Nooka redefiniram.



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