“Oscar Wilde para inquietos” | Allan Percy

“Oscar Wilde para inquietos” | Allan Percy

Amigo do alheio

Perito em coaching e autor de vários livros de desenvolvimento pessoal, Allan Percy parece ter descoberto um filão na obra alheia, transformando frases proferidas ou escritas por outros em máximas filosóficas a que junta algumas observações pessoais.

Depois da publicação de títulos como “Einstein para despistados” e “Kafka para sobrecarregados”, é agora a vez de Oscar Wilde ser alvo de uma extracção filosófica sob o lema “Oscar Wilde para inquietos” (Marcador , 2014). A partir de frases como “O mundo é um teatro, mas tem um elenco deplorável” ou “Não quero ir para o céu, não conheço lá ninguém”, Percy desenvolve uma espécie de manual de instruções para a vida quotidiana, em máximas que tratam de assuntos tão diversos quanto o dinheiro, a amizade ou o amor.

Não deixa de ser irónico pensar que Oscar Wilde, alguém que no seu tempo terminou a vida marginalizado pela sociedade, se veja agora eleito guia espiritual de uma sociedade futurista em relação à do seu tempo.

Fica o conselho para quem se decidir por este manual de sobrevivência Wildiano: quando virarem a última página, guardem o livro e encham-se de coragem para ler – ou reler – “O Retrato de Dorian Gray. É que a vida inteira está praticamente – e por inteiro – lá dentro.



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