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Saint Laurent

Génio, perfeccionista e amante de excessos

“Saint Laurent” de Bertrand Bonello retrata a vida do designer francês principalmente entre 1967 e 1977, a fase mais criativa da sua carreira mas também a de maiores excessos.

O filme foca também a relação de Yves Saint Laurent, interpretado pelo actor, Gaspard Ulliel com o seu companheiro e parceiro de negócios, Pierre Bergé (Jérémie Renier) e com o seu amante, Jacques de Bascher (Louis Garrel).

Na visão de Bonello, Saint Laurent é caracterizado como um perfeccionista, atento aos detalhes e como uma figura boémia, excêntrica e polémica.

Ele vivia isolado no seu próprio mundo que resumia-se ao seu atelier, onde passava a maior parte do seu tempo, a apartamentos, quartos de hotéis e festas regadas a álcool, drogas e orgias sexuais.

Na longa-metragem observamos a constante utilização de flashbacks em sequências alternadas, que descrevem o processo criativo do estilista, as suas relações interpessoais e os seus momentos autodestrutivos.

O realizador mostra-nos uma apurada estética artística que contribuiu para enfatizar o glamour daquela época e contextualizar as personagens que fizeram parte do universo de Yves Saint Laurent, como a modelo Betty Catroux (Aymeline Valade) ou a musa Loulou de la Falaise (Léa Seydoux).

A sua genialidade criativa e o seu estilo inconfundível atravessaram décadas. Ninguém esquece o icónico smoking feminino, que na altura foi considerado uma provocação à masculinidade e o reconhecimento do poder e participação da mulher numa sociedade moderna em construção.

“Saint Laurent”, candidato ao Oscar de melhor filme estrangeiro, abriu o Lisbon &Estoril Film Festival e tem estreia nacional marcada para o dia 27 de Novembro.



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