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The Hypers

Rock directo, frenético e suado

Os The Hypers, banda de Lisboa que no início do seu percurso destaca-se com a demo intitulada “Coming out Loud”, que fazendo jus ao nome, apoia-se num rock directo, frenético e suado, cheio de vontade de por tudo a mexer depois surgiram as primeiras oportunidades, concertos um pouco por todo o pais, dividindo o palco com bandas como D3O na discoteca Stressless ou no Inabar, Born a Lion no Music Box, Y.S.G.A no Santiago Alquimista aquando da homenagem a Patti Smith. As portas vão-se abrindo, surge uma critica na revista Wonderworld, e aquele que foi o single dessa demo “The voice of a broken generation” ganha tempo de antena em rádios como Radar, Antena 3, Rádio Universidade de Coimbra, Rádio Universidade do Minho, etc.

Actuaram no Music Box em Lisboa inseridos no Festival Levi´s Live Unbuttoned com o apoio da MTV Portugal e Myspace Portugal.

Encontramo-nos numa esplanada com o vocalista e guitarrista Gonçalo Larsen e o Baixista Filipe Paixão numa tarde solarenga. Gonçalo, muitas vezes comparado ao vocalista da banda White Stripes pela sua pose em palco, apareceu vestido de preto como é habitual e Filipe Paixão com o seu ar reservado por detrás de uns wayfarer escuros.

Como começou o vosso projecto?

Filipe Paixão (FP) – Éramos muito imberbes ainda e começámos a tocar guitarra, tocávamos ao domingo. Queríamos formar uma banda então começamos a procurar um baterista, encontramos e ele ficou no projecto um ano ou dois. Nós queríamos ir mais longe mas ele não nos acompanhava então foi necessário procurar um melhor baterista e encontrámos o Pedro Veiga e aí é que os The Hypers surgiram.

Qual é o vosso background musical? Têm alguma formação?

Gonçalo Larsen (GL) – Começámos a tocar em casa, a tentar imitar os nossos artistas preferidos, os meus eram os ACDC depois fomos conhecendo mais bandas que nos influenciaram, tudo o que é rock, hardrock, punk rock como outros estilos de música.

O que sentem quando estão a fazer música?

GL – É o que mais gosto de fazer, existe uma comunhão e química entre nós depois destes quase quatro anos de parceria que cada um já sabe o outro vai fazer e claro sentimo-nos realizados principalmente quando o nosso trabalho é reconhecido.

Qual é a diferença de estarem produzir material e tornarem-no real quando tocam ao vivo?

FP – Tocar ao vivo é o que me dá mais prazer.

GL – Também gosto da parte de estúdio mas claro que dá mais “pica” tocar ao vivo sem dúvida. A parte de estúdio de gravação é mais para tentar experimentar coisas novas, ao vivo temos o feedback imediato do público que é mais gratificante.

Quais eram as vossas expectativas em relação ao projecto quando começaram?

GL – Ser o melhor possível chegar ao nível dos ACDC. Tínhamos 16 e 17 anos e não estávamos a par das dificuldades que iríamos enfrentar. No início o tipo de rock que queríamos fazer era mais anos 70 mas depois apercebemo-nos que tal não era viável e começamos a ouvir mais música contemporânea para captarmo-nos mais pessoas temos que adaptarmo-nos aos tempos de hoje.

Antes de actuarem pela primeira vez tiveram receio da rejeição?

Quando começámos, tocávamos muito mal. Foi em Almada em que o pessoal é todo hardcore e nós fomos lá tocar uns blues e ninguém nos ligava nenhuma. E isso deu-nos mais força para continuar, pois queríamos provar que íamos lá chegar que éramos bons.

Terem participado em mais do que um concurso de bandas ajudou-vos a dar mais projecção aos The Hypers?

GL – Claro, o concurso que mais nos ajudou foi o que não vencemos o Termómetro que participamos a convite do Fernando Alvim, que nos ajudou a termos mais reconhecimento e a vencer os outros concursos.

FP – Essa vitória estimulou-nos para voltarmos a tocar de novo porque tínhamos estado parados.

Quais foram as maiores dificuldades que tiveram para começar?

GL – Apoios financeiros, uma banda que não tem dinheiro é difícil investir, o apoio que nós temos são os concursos que ganhamos o que tem-nos estado a ajudar em alguma coisa. Neste momento a banda tem uma agente que tem-nos arranjado uns concertos até agora tem sido uma colaboração positiva.

O tema Hypocrit Freedom foi o primeiro tema que apareceu na vossa setlist.

GL – É o tema mais cru eu e o Pedro compomos o tema em casa, a letra foi ele o responsável como as letras das outras faixas.

Depois da vossa primeira demo Coming At Loud começaram a ter mais oportunidades de concertos?

FP – Sim, surgiram concertos um pouco por todo o país.

Quais são as vossas ambições para o futuro?

GL – Continuar nesta área, a trabalhar na área artística musical, estou a estudar Ciências Musicais também quero aprender a produzir.

Pensam em internacionalizar-se?

GL – Claro mas neste momento precisamos de material para apresentar como um vídeo um EP que iremos iniciar a gravação em Setembro deste ano. Também temos Steve Bootland um promotor que nos vai ajudar a divulgar a banda lá fora mais no mercado anglo-saxónico.

Se tivessem a possibilidade de tocar com uma banda internacional qual é que escolhiam?

Escolhíamos os ACDC.

Para além do talento que acham que é necessário para vencer?

GL – Apoios financeiros originalidade e muito trabalho. Mesmo que não seja um som diferente tem que ter algo que se destaque.

Fotografia por Álvaro Teixeira



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