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The Subs

Entrevista com a banda belga que cativa pela excentricidade sincera em palco. Papillon, Tonic e l'entrepreneur são um trio electrónico onde os decks de DJ fazem a vez de bateria e baixo.

A banda é The Subs e têm feito sucesso pelas terras onde se fala o flamengo e o francês. Por cá não são muito conhecidos… ainda! Após terem tocado no Pukkelpop, Fabric, Razzmatazz, Social Club, vêm de Ghent na Bélgica (terra que já nos deu os irmãos Dewaele) directamente para Lisboa, convidados pela D.I.S.C.O.texas para mais uma Titan Thursday, no Lux.

Os The Subs são Papillon, produtor e cantor da banda, Tonic (a metade de Starski & Tonic) e l’entrepreneur (que tem outro projecto de seu nome Foxylane). Começaram a lançar faixas em 2006, mas só em 2007 conseguiram o seu primeiro hit com ‘Kiss My Trance’. O ano passado lançaram um albúm, SubCulture, que deu origem a mais dois singles ‘Music is the Religion’ e ‘My Punk’.

Consta que no palco misturam a atitude de rocker com as sonoridades da electrónica. O resultado é uma espectáculo que emite uma energia digna de ser ouvida e vivida.

A RDB preparou uma entrevista assim, para quebrar um pouco o gelo.

A primeira vez que ouvi falar de vocês foi quando estava a passear pelo youtube com uns amigos ao lado e vimos o clip da ‘Kiss My Trance’ e da ‘My Punk’.  Quem teve a ideia? Contem-nos um pouco como surgiram esses videoclipes.

O clip da Kiss my trance foram uns tipos do sul da Bélgica que o fizeram e nos deram. Acabou por se tornar muito popular e acabou por passar muito na TV aqui na Bélgica.

O clip da ‘My Punk’ foi totalmente diferente. A estória por detrás do videoclip foi uma viagem que fizemos quando fomos tocar um DJ set no Social Club em Paris. Saímos de Ghent, Bélgica, com as nossas motos anãs, cada um com uma câmara no capacete. Fizemos a viagem toda a 30 km/h durante 16 horas. Começou a tornar-se bastante aborrecido e começámos na parvoíce, tipo entrar em centros comerciais com as motas.

Às tantas acabámos por entrar numa loja e não conseguimos sair a tempo porque era bastante labiríntica Fomos apanhados e tivemos de ir para a esquadra prestar depoimento, e apagaram-nos as imagens. Mais tarde um amigo nosso que é um nerd dos computadores conseguiu reavê-las e é por isso que elas aparecem no videoclip. Quando chegámos ao Social Club contámos-lhes a estória e eles acabaram por nos deixar entrar a conduzir as nossas Camino!!! E é assim que o vídeo acaba.

Agora que consegui começar uma entrevista com uma banda com uma questão sobre os seus videoclipes, vamos lá tornar isto mais sério. Quem são os The Subs?

Somos um poderoso trio electrónico. Na verdade somos como uma banda normal, só que a bateria/baixo foram substituídas por um setup de DJ. Continuamos a ter guitarras e sintetizadores e cantamos por cima. Ah, e em vez de rock tocamos música de dança, mas com uma atitude de rockers. Temos backgrounds muito diferentes entre os três, mas acabamos por estar ao mesmo nível no que toca à música.

Quais foram as vossas influências para este projecto, o que estavam a ouvir que inspirou o género de som que estão a produzir.

Todo o género de música, mas obviamente música de dança em primeiro lugar. Racionalizar a música enquanto a produzes é estar a matá-la, torna-se mau para o processo criativo. No final, bem, acho que é razoável racionalizá-la um pouco para a tornar perfeita.

Daft Punk foi uma enorme influência, assim como as primeiras releases do Bangalter – como quando trabalhou com DJ Falcon. Também fomos influenciados por oldschool obscuro como Euroshima (Wardance) com a Snowy Red ou Sonic Assasins com 1987. Schoenberg e Coltrane também, mas de uma forma remota e obscura, haha!

Ok. Eu vi uma keytar. Quem é que toca a keytar? Lutam por ela? Haha. A sério, quem toca o quê?

Eu (Papillon) toco a keytar, synths e canto. Depois o DJ Tonic está por detrás dos pratos e às vezes também ajuda nos sintetizadores. O L’entrepeneur, o papá da banda, toca guitarra, sintetizador e pratos. De facto quase toda a gente toca quase tudo. Excepto a keytar!!! A keytar é minha!! Mas como há uma guitarra acabamos por ter uma batalha keytar/guitar no palco!

A Bélgica teve uma grande importância na música de dança durante o início dos anos 90, como tudo o que é moda também a música tem um ciclo de 20 anos. Ultimamente também temos visto muita atenção a ser dada a editoras como a R& S, que têm vindo, novamente, a ganhar momentum desde 2008. Acham que podemos estar perante um ressurgir de um movimento com base no legado Belga da década passada?

É bem possível. Nós ficaríamos contentes…De facto acabámos uma faixa que tem ‘aquele vibe’ oldschool da Bélgica, mas ao mesmo tempo é realmente moderna… Chama-se Atropa. Adoro esse nome. Adoro mesmo esse nome! É o nome de uma faixa nova e estamos tão apaixonados por ele… haha!! Mas houve sempre muita dance music a sair da bélgica, Soulwax, 2 many DJ’s, Goose, The Glimmers…

Vou citar o site do Lux para esta… “Acontecem coisas algo estranhas nos concertos dos The Subs”. Querem comentar?

Bem, às vezes deixo-me levar e se as pessoas estão com disposição para isso começo um diálogo. Mas é um diálogo sem palavras, só com acções… Tudo depende da situação e do público. É como o sexo, tem de haver um estímulo de ambas as partes.

Deixem-me provocar um pouco… Vocês só têm 2 páginas de resultados no hypemachine. Para uma banda com a vossa sonoridade, um álbum editado e uma dúzia de remixes, não é propriamente muito… Parece que estão a saltar por cima do fenómeno da ‘Blog House’. É de propósito?

O que é o hypemachine? Haha, estou a brincar. A verdade é que eles parecem estar a ignorar-nos…erroneamente!

Digam às pessoas que estão a ler isto no conforto do seu web browser porque é que não devem perder um concerto dos The Subs.

A vida real espera-vos lá fora.



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