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Westworld

Não é humano quem parece

O tempo em que os robots eram vilãos que pretendiam dominar a humanidade pertence a um imaginário em que os humanos não careciam de humanidade. Depois de décadas de dessensibilização, faz todo o sentido que Westworld caracterize os andróides como mais humanos do que a raça a que pertencemos, que os trata como gado. Baseado num filme realizado nos anos 70 por Michael Crichton e protagonizado por nomes como Anthony Hopkins, Ed Harris e Evan Rachel Wood, Westworld será provavelmente a estreia de 2016. Além de questões de consciência e de um mini-western a decorrer em paralelo, a série oferece também uma torrente constante de sexo e sangue, já que são essas essencialmente as únicas duas razões que os humanos parecem ter para visitar o parque temático.

Na realidade, as personagens principais da série nem sequer são os humanos, na sua maioria retratados como sociopatas que por não terem o travão da moralidade no parque, levam o sadismo e a depravação a novos níveis.  O verdadeiro foco da série encontra-se nos robots, numa perspectiva não muito diferente daquela da escravatura, onde os senhores detêm todo o poder, pelo menos até que haja uma revolta ou uma tomada de consciência, algo que se espera para breve.

A questão que permanece sob todo o fogo-de-artíficio dos tiros, explosões, mortes, nudez e tecnologia é o que cada um de nós faria, se tivesse oportunidade de viver hedonísticamente sem limitações de ordem moral e legal, e isso é uma das razões pelas quais a série é tão cativante e envolvente. Isso, e por todas as questões que parece ir buscar, bem ao fundo da psique humana.

 



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