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Anteciparte

A 6ª edição do Anteciparte decorreu durante o mês de Novembro no Museu do Oriente, em Lisboa, e revelou um conjunto de jovens artistas promissores em início de carreira.

A Anteciparte oferece as jovens artistas a oportunidade de expor o seu trabalho, muitos deles pela primeira vez, fora do âmbito escolar num espaço institucional de grande visibilidade. Na edição deste ano, foram escolhidos 23 finalistas e recém-licenciados de escolas superiores de arte de todo o país. Cerca de 60 obras, muitas delas inéditas, foram apresentadas ao público no piso térreo do Museu em suportes tão diversos como a fotografia, a instalação, a pintura ou o vídeo.

Organizado anualmente pela Propulsarte, associação cultural sem fins lucrativos, o projecto tem crescido de ano para ano. Desde a primeira edição, em 2004, mais de 80 jovens já tiveram a oportunidade de participar no Anteciparte, e de apresentarem publicamente as suas obras. Lourenço Lucena, director da Propulsarte e principal mentor da iniciativa, revelou o processo de trabalho do único concurso de artes do género em Portugal. A cada nova edição, novos artistas são seleccionados, é convidado um novo júri, e são procuradas instalações adequadas para acolher os projectos propostos pelos artistas. Após o envio de propostas e portfólios os membros do júri reúnem-se e fazem as suas escolhas por decisão unânime. Este ano o júri foi constituído pelos artistas plásticos Julião Sarmento e Miguel Palma, as comissárias da exposição, Filipa Oliveira e Maria do Mar Fazenda, e o coleccionador Luís Brito da Mana.

A exposição, composta por peças com abordagens inovadoras, revelou que as técnicas mais tradicionais, como o desenho e a pintura, ainda marcam presença nas gerações mais jovens. No conjunto, bastante promissor, alguns artistas evidenciaram-se revelando um trabalho bastante consistente.

Ana Lúcia Oliveira apresentou duas obras que integram a série “Formas de exprimir o Passado (2007)” onde trabalha as suas memórias pessoais, uma mala de viagem, papel de parede a revestir um pilar e um vídeo. Tanto a mala como o papel de parede evocam um padrão decorativo alusivo a uns azulejos de uma casa de família desaparecida num incêndio.

Lúcia Prancha, apresentou um trabalho resultante da sua pesquisa sobre a cultura dos bailes funk e a violência a eles associada na cidade de São Paulo no Brasil. O catálogo da exposição, disponibilizado ao público, foi objecto de uma intervenção da artista que perfurou todos os livros com uma bala, numa alusão às suas peças e à violência.

Ainda no dia da inauguração, Tiago Bom realizou a performance “Bricolage” onde, tijolo a tijolo, o artista construiu um muro entre ele e o público numa das salas da exposição.



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