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Bairro do Avillez

E já vamos no sétimo!

Este fim-de-semana decidi experimentar o tãããão badalado Bairro do Avillez, um espaço muito giro, que ocupa parte de um antigo edifício do Convento da Trindade. O bairro está dividido basicamente em dois espaços distintos, a Taberna e o Páteo.

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Comecemos pela Taberna, um espaço pitoresco, que não aceita reservas e que funciona simplesmente por ordem de chegada. Assim que cheguei dei logo com um painel de azulejos da casa Viúva Lamego, que muito contribui para uma decoração bairrista, conseguindo retratar e fazer-nos “viajar” por um espaço típico daqueles que já pouco existem em Lisboa. O que se come numa Taberna? Precisamente…petiscos! Atenção que as doses são pequenas, mas boas para partilhar, como tal, o meu conselho, é pedir várias e partilhar todas. Para quem conhece os restaurantes do Chef Avillez, prepare-se para encontrar na Taberna algumas novidades, bem como, variações de pratos. Mas diria mesmo, que a Taberna assenta sobre recriações de petiscos típicos Lisboetas e/ou Portugueses, associados à genialidade do Chef.

Optei por experimentar 5 entradas/petiscos, começando por uma tábua de queijos e charcutaria, onde os dois tipos de queijo vêm cortados em tiras estreitas acompanhadas de finíssimos de charcutaria. Estavam razoáveis e servem perfeitamente aquilo que se pretende inicialmente que é ir matando a fome enquanto esperamos pelas iguarias…entretanto já pedidas.

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Eis que começam a vir para a mesa os pedidos…o primeiro foi o cone de tártaro de carapau, que achei bastante bom, com um picante suave fornecido pela capa do cone que é constituída por algas verdes, pensei, bem…para começar não está nada mal…este “corneto” já me surpreendeu, especialmente da forma como o carapau foi marinado.

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Mas o petisco que mais me surpreendeu, logo em seguida, foi o “alfacinha de bacalhau”, uma espécie de hot dog, mas com alface invés de pão, composto por um mix de sabores muito bem conseguido. Este é um daqueles que terão de provar na vossa ida ao Bairro.

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Seguiu-se uma salada de espargos com cogumelos, beringela e tomate seco, que muito sinceramente desiludiu-me…considerando-a banal e ao alcance de qualquer principiante de cozinha poder executá-la. Não me provocou nenhum desejo de repetir, ao contrário do alfacinha de bacalhau.

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Talvez por ter sido influenciado à entrada da Taberna, em que vi um casal a comer uma sandes em bolo de caco, ambos com uma tremenda cara de felicidade, optei por experimentar a sanduíche de leitão em bolo do caco com pickles de algas e salicórnia, um petisco que a meu ver sai caro (9€) para a quantidade de carne que tem, que é muito pouca. Não dá para fazer uma refeição com esta sanduíche, embora o preço da mesma seja de refeição…se é que me entendem. Boa conjugação de sabores, onde a salicórnia e os pickles de algas acabam por dar o toque em que acabamos por dizer… até que é boa…mas não espectacular. Cheguei à conclusão que as caras de felicidade do casal não eram motivadas pela sanduíche de leitão…mas muito provavelmente por outro chamamento…

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Por falar em chamamento, todos estes petiscos foram acompanhados por um vinho tinto do projecto de vinhos JA com a Quinta do Monte d’Oiro, um vinho agradável que acompanhou bem toda a refeição.

Terminei esta odisseia de petiscos com uma sobremesa de caramelo salgado, que gostei bastante…gelado de caramelo, com uns brownies de caramelo, pipocas salgadas, muito bom! Apesar de ser uma variação do clássico avelã, considero-a uma sobremesa melhor!

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Como já estava bastante satisfeito mas com uma curiosidade tremenda para experimentar o Páteo, fiz uma reserva para 4 dias depois…e lá estava eu no passado dia 19 no Páteo do Bairro para viver mais uma experiência do Chef.

No Páteo, onde é altamente aconselhável reservar mesa, o visual do mesmo é espectacular, onde basicamente é recriado um pátio Lisboeta onde as estrelas são o peixe e os mariscos. A confecção dos mesmos fogem duma marisqueira normal, pois aqui não se vê ninguém a bater com martelos nas mesas, e a sujar os aventais dos clientes do lado…marisco e peixe já “despidos” daquilo que mais nos dá trabalho.

 

Bom,  aqui comecei muito bem, com um carabineiro, que estava cozinhado no ponto, mais para o mal, como eu gosto no marisco. Algum molho muito simples, que permitiu o carabineiro saber a carabineiro…não deixando ofuscar o seu sabor.

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Pedi também umas gambas com alho e malagueta, que também estavam muito boas, ricas em sabor e bem cozinhadas. Seguidamente optei por uma açorda de gambas, onde para ser sincero fiquei desiludido, uma açorda bastante banal sem nada que mereça destaque.

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Para terminar esta odisseia de mariscos, optei por jogar pelo seguro e terminar a refeição com um clássico do Chef Avillez que é o seu bacalhau à Braz com azeitonas explosivas…sei que deveria ter experimentado outro prato, mas raramente consigo resistir àquele bacalhau…e quis terminar bem.

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Acabei por finalizar o repasto igualmente com um clássico, desta feita a sobremesa de avelã, que na minha opinião não me deslumbrou, mas cumpriu com o objectivo de contribuir com mais umas calorias.

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Resumindo, o Bairro do Avillez está a ser um sucesso a julgar pelas filas de espera e mesas sempre cheias. Não tenho duvida nenhuma que está a aproveitar da melhor forma a onda que se vive em Lisboa e a surfá-la com pontuações de dez.

 

Morada: Rua Nova da Trindade, 18 (Chiado), Lisboa.

Telefone: 21 583 0290. Horário: diariamente das 12h às 00h



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