David Grubbs

Um dos músicos contemporâneos mais influente no panorama “indie” mundial está de regresso com um novo registo de originais.

Quando estamos a ler uma qualquer biografia de um qualquer artista, um dos factores que enriquece qualquer carreira é a quantidade, e principalmente a qualidade, das colaborações que ao longo dos anos vai acrescentando ao seu curriculum. David Grubbs é o exemplo de um artista que a lista de colaborações e projectos deixa muitos outros com alguma dor de cotovelo.

Oriundo de Louisville, David Grubbs anda no mundo da música há muitos anos. Desde o final da década de ’80, ao lado de Bundy K Brown (nos Bastro), de Brian McMahon e Britt Walford (nos Squirrelbait), de Mayo Thompson (nos Red Krayola), de Tony Conrad, Stephen Prina, Will Oldham (nos Palace), Richard Buckner (em “Since”), dos Matmos (em “Civil War”) e, mas significativamente, com Jim O’Rourke nos Gastr del Sol, tem vindo a criar uma complexa rede de colaborações, contribuindo não só para a redefinição das barreiras entre géneros musicais mas igualmente para o estabelecimento da sua geração como um dos expoentes musicais do fim do século.

Depois do fim dos Gastr del Sol, Grubbs fundou a Blue Chopsticks e apresentou trabalhos inéditos do compositor italiano Luc Ferrari tendo posteriormente iniciado uma carreira a solo bastante aclamada pela crítica, principalmente através de “Rickets & Scurvy”. Agora, em 2004, David Grubbs surge com “A Guess at the Riddle”, um trabalho que contou com a participação de Adam Pierce (dos Mice Parade e Him) e dos membros dos Matmos e onde atinge o mais conseguido e equilibrado momento da sua carreira a solo.

Por um lado, há a guitarra ou o piano como instrumento base, mas o seu delicado uso de angulares motivos melódicos e ritmos electrónicos, sugerem um universo de elementos que vão desde o cancioneiro norte-americano até à mais elegante e sofisticada escrita de canções que reflectem um vasto campo de interesses e preocupações sobre o papel do músico na contemporânea sociedade de informação.

Um artista a descobrir e que merece uma audição atenta.



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