Dez Anos é Muito Tempo #1

Dez Anos é Muito Tempo #1

O que aconteceu nesta semana de 2 de Setembro há precisamente dez anos

Há coisa de três meses, criei um blogue chamado “Dez anos é muito tempo”. Longe de ser um mero exercício saudosista, as suas intenções passam por compreender melhor o passado e abandonar os erros por lá criados. Cerca de cem dias depois do lançamento, posso dizer que já ouvi uma mão cheia de grandes álbuns que, na altura, me passaram completamente ao lado. A partir de hoje, a um ritmo semanal, tento destacar o que de mais relevante aconteceu nesta semana há precisamente dez anos.

Lá fora:

– Tal como hoje, tal como em todas as primeiras semanas de Setembro, a expectativa é enorme. A rentrée. Listas que se completam com os álbuns mais aguardados d o último trimestre do ano. Destaque óbvio para as eminentes edições dos Rapture, Muse, Iron Maiden, A Perfect Circle, David Byrne, Chemical Brothers, The Strokes e, claro, o regresso de David Bowie.

– A novela Libertines ainda vai no início mas já chateia, sendo que a semana fica marcada pela sentença que condena Pete Doherty a 6 meses de prisão, na sequência de uma entrada furtiva no apartamento de Carl Barat, guitarrista dos… Libertines. Paralelamente – e com cada vez menos importância -, a música. “I Get Along”, o segundos de 3 EPs que haveriam de sair em 2003.

– É anunciada a shortlist para o US Music Prize 2003:

The Streets – “Original Pirate Material”
Damien Rice – “(O)”
Interpol – “Turn On The Bright Lights”
Cody Chesnutt – “The Headphone Masterpiece”
Floetry – “Floetric”
Yeah Yeah Yeahs – “Fever To Tell”
The Black Keys – “Thickfreakness”
Cat Power – “You Are Free”
Sigur Ros – “()”
Bright Eyes – “Lifted or The Story Is In The Soil, Keep Your Ear To The Ground”

– Do outro lado do Atlântico, o Mercury Prize colecciona apostas de centenas de libras em “Permition To Land”, a estreia discográfica dos Darkness.

– Numa iniciativa inédita, David Bowie apresenta o novo álbum, “Reality”, para vários milhares de fãs espalhados pelos cinemas de todo o mundo.

– Os Spin Doctors anunciam a reunião, apenas dois anos depois de terem chegado ao fim.

Em Portugal:

Los Hermanos actuam no Armazém F, em Lisboa e no Cineteatro Avenida, em Castelo Branco, enquanto Zeca Baleiro enche o CCB (Lisboa). Os bilhetes para o concerto dos Rolling Stones, em Coimbra, são colocados à venda e são anunciados os segundos concertos de Robbie Williams e dos Doors no Pavilhão Atlântico, depois de ambas as primeiras datas terem esgotado rapidamente. Por fim, Gilberto Gil e Maria Bethânia anunciam quatro concertos em Portugal – dois no Coliseu de Lisboa e outros tantos no Coliseu do Porto.

Disco da Semana: 

The National – “Sad Songs For Dirty Lovers”

Há dez anos, os National ainda apalpavam o terreno no qual, quatro anos depois, com “Boxer”, viriam a assentar arraiais. A imagem urbano-depressiva dos Joy Division – a mesma que têm ridicularizado nos vídeos de promoção do último disco, Trouble Will Find Me-, o singular modo como  Bryan Devendorf trabalha a bateria, a crescente vontade de explorar outros sons nas guitarras. Hoje já ninguém se lembra que um dia foram multi-comparados a Nick Cave, Joy Division e Tindersticks.

Outros álbuns editados:

Metric – “Old World Underground, Where Are You Now?”
Black Rebel Motorcycle Club – “Take Them On, On Your Own”
The Libertines – “I Get Along EP”

Obituário:

Warren Zevon morre aos 56, vítima de um cancro pulmonar.



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