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Diane Von Furstenberg

Desde 1946.

Será desastroso confessar-vos que ouvi o seu nome pela primeira vez numa serie da MTV chamada The City. Será ainda mais desastroso confessar-vos que isto aconteceu o ano passado. É realmente, e Diane Von Furstenberg tem mais notoriedade do que eu percepcionava.

Nascida em 1946, no seio de uma família judaica de classe média alta, filha de um pai russo que passou a Segunda Guerra Mundial na Suíça e de uma mãe grega, sobrevivente do Holocausto. Diane Simone Michelle Halfin, nome pertencente à sua condição de solteira, conseguiu apesar de tudo, tornar-se uma economista licenciada na Universidade de Genebra.

Aos dezoito anos, conheceu o Príncipe Egon Von Furstenberg, o filho mais velho de um príncipe alemão com o qual se veio a casar e a adquirir o sobrenome Furstenberg e o título de Princesa, apesar da sua religião judaica. Anos mais tarde, divorciam-se e a designer retira o título nobiliárquico da sua vida profissional.

Depois de escandalosos romances e casamentos, Diane obtêm a cidadania norte-americana ao casar com o director do canal Fox, Barry Diller, nos anos 70. Nesta mesma década, é considerada uma das mais importantes designers de moda, um dos primeiros nomes na indústria americana. Aos 28 anos foi aclamada pelos media como a “mulher mais poderosa após Coco Chanel”. Promissor.

Pensar que as suas pegadas no mundo da moda começaram a partir de um simples vestido preto parece surreal e fácil demais para ser verdade, mas aconteceu.

Há quem diga que “com um vestido preto nunca me comprometo” mas a designer comprometeu-se e muito.

Em 1972 cria o icónico vestido preto em wrap, na gíria, vestido traçado. Esta peça tornou-se a semente do que hoje é a casa Furstenberg. Vendeu milhões de vestidos que rapidamente se tornaram no símbolo da liberdade feminina devido à marcada silhueta que confere à mulher, ao fim ao cabo estamos em 1976 e o poder e a liberdade de uma geração ganham vozes desproporcionadas que caminham de encontro à moda.

Já nos anos 90, a designer ressurge no panorama Nova Iorquino relançando a peça que deu origem a tudo. Um simples vestido preto que transformou uma vida, sentimentos, um desejo, um nome: DIANE von FURSTENBERG. É o inicio da uma marca global de luxo e de um estilo de vida que se mantêm até hoje.

O preto perdura mas a paixão pelos divertidos e esplendorosos padrões também a torna característica. DIANE von FURSTENBERG nada seria sem as suas silhuetas marcadas, os cortes ultra femininos – de uma defensora ávida dos directos plenos da mulher, enquanto profissional, mãe, esposa e cidadã do mundo – e os seus padrões coloridos sempre frescos e apetecíveis tanto nas colecções de Outono/Inverno como nas de Primavera/Verão. Todas elas mostram algo novo, uma textura diferente, um tema divertido, um acessório XXL que dá vida até ao ser mais inanimado. Alguém se lembra daquelas fitas estilo hippie com penas e pétalas delicadas que esvoaçaram na colecção Primavera/Verão 2009? Ou os gorros com pompons de várias cores que alegraram o Outono/Inverno 2009?

A marca cresce ano, após ano. Com sede em Nova Iorque lança para o mundo as suas colecções pronto-a-vestir, swimwear, calçado, produtos de beleza, malas de viagem, acessórios, joalheira DVF by H.Stern, perfumes e tapetes decorativos para uma casa moderna bem ao estilo da designer com padrões coloridos e bem trendy.

Se alguém conheceu Diane a partir de uma serie para adolescentes chamada The City, envergonhe-se. Envergonhe-se porque não sabe o esteve a perder. Mas nada de remorsos. Revire a Web de uma ponta à outra, vá ao seu Twitter e até mesmo ao Facebook e conheça DIANE von FURSTENBERG como ninguém. Viaje até ao passado e conheça as colecções de um rosto ainda jovem e fresco sempre com um sorriso carinhoso e afável.

É esta Diane e mais, seria impossível de descrever.



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