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Alice Palmer

A Revolução das malhas de Palmer.

Alice Palmer a jovem Designer de Moda Escocesa, e não Alice Palmer a senadora democrata do Indiana, EUA! Ambas grandes mulheres, mas o que queremos referir é moda e não as politicas dos democratas americanos.

Palmer é uma jovem designer que trabalha no campo da moda desde 2001, após a sua graduação em têxteis, mas rapidamente descobriu a sua paixão na criação de vestuário e ingressou no Royal College of Art para tirar um Mestrado em Design de vestuário feminino. Captou rapidamente atenção no seu desfile de final de curso em 2010.

Esta jovem promessa para o mercado da moda já nasceu com a veia artística do campo da moda, sua mãe e avó são ambas designers de moda, tendo uma delas marca própria e a outra trabalha como designer de uma colecção feminina numa casa de moda em Dublin. A sua mãe ensinou a tricotar quando Alice tinha 6 anos de idade, como se diz, é de pequenino que se torce o pepino. Desde tenra idade que modificava suas roupas e chegou a costurar vestidos com só uma bola de lã, desde dessa altura que sabia que tinha uma vocação e uma carreira no tricô. Embora tenha pensado em seguir direcções diferentes, como ser arquitecta, a sua predisposição para moda sempre a direccionou no caminho certo.

Palmer sente uma grande admiração e influência pela feminilidade dos designes de Azzedine Alaia e pela inovação de Issey Miyake. E considera-se no mesmo patamar de construção e inovação que William Tempest, Marios Shwarb, Azzedine Alaia e Basso & Brooke, encaixando-se perfeitamente neste grupo de designers considerando os padrões e formas de Barro & Brooke e as formas femininas de Azzedine.

No seu percurso como designer trabalhou como freelancer para Diane Von Furstenberg e vendeu os seus designs a grandes marcas como Donna Karen, Etro e Vuitton. Desde 2008 que trabalha na sua própria marca e lançou a sua primeira colecção de Primavera/Verão 2009 na semana da Moda de Nova York, aonde arrecadou o prémio de melhor Designer de Moda de vestuário feminino. No mesmo ano levou sua colecção para Tokio onde exibiu num exposição e desfile de moda. Teve a sua estreia na semana da Moda de Londres também em 2009, apresentou a sua colecção de Outono/Inverno na Vauxhall Fashion Scout. Foi com grande honra que esta jovem ganhou o galardão de Designer de Moda do ano 2009 nos Scottish Style Awards.

O trabalho de Palmer se concentra maioritariamente na área das malhas, sendo colocada entre Missoni e Issey Miyake. Missoni pelo óbvio interesse nas malhas e Miyake por estar a revolucionar as formas e construções dentro do campo das malhas numa forma peculiar e desconstrutiva, arquitectando formas incríveis e intrigantes que despertam o fascínio e a atenção de qualquer um.

Extraiu a ideia para a sua linha de vestuário, de uma visita ao Museu de Historia Natural de Londres, onde captou uma fascinação pelos ossos de dinossauros. A partir desse momento descobriu que pretendia construir malhas intersectas com uma silhueta moderna influenciada por uma arquitectura japonesa.

A sua ultima colecção Read-to-wear de Primavera/Verão 2011, apresentada no Fashion Fringe no Covent Garden, em Londres juntamente com outros génios da moda, foi inspirada pelos fosseis. Intitulou esta compilação de “Fossil Warriors”, ordenado e inteligente, a designer escocesa pegou numa grande ideia, um método bicolor de tricô de pregas acordeões, e drapeou e esculpiu em vestidos e trajes que parecem um pouco com aliens invertebrados, mas usáveis como um casaco.

As pregas e as formas dão uma sensação muito japonesa, e Alice sempre mostrou ter uma grande compreensão da cor, de padrões e misturas de efeitos visuais que utiliza nas suas concepções.

Palmer compila colecções fáceis de usar que favorecem o corpo feminino, desenhando já com uma imagem do consumidor final, utiliza materiais suaves mas duráveis como sedas e a sua paleta de cores consiste em azuis prateados, petróleo e ocre que combina perfeitamente com as variedades de tons de pele.

Durante os seus estudos no Royal College of Art, desenvolveu um novo método de construção de malhas que agrega técnicas tradicionais com métodos inconvencionais, que resulta em nenhum desperdício de tecido. Estando constantemente a pesquisar as capacidades das novas máquinas modernas e a desenvolver suas técnicas, o que no final excita a sua existência como designer de moda. O facto é que um designer de moda tem que estar constantemente um passo à frente, inventando novos métodos, novos tecidos e colecções, somente assim consegue estar no topo da cadeia.

Alice Palmer é mais um dos nomes que vão ressoar nas ruas de Londres, Nova York e Tokio, alastrando-se por todo o mundo esta designer consegue surpreender e captar os olhos de todos. Podemos dizer que é mais uma, mas é muito mais do que uma, porque torna-se num dos símbolos do crescimento e aparecimento de novas caras, novos criadores, novo sangue que reanima as passerelles e as revistas. O novo sangue escorre pelas ruas londrinas, entranha-se nos sites, nas revistas, nas bocas do mundo. Aqui apresentamos este sangue, expomos PALMER – uma constituinte da Nova Geração Milénio.



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