rdb_drive_header

“Drive”

Um filme de acção bastante especial.

Há uns tempos atrás li sobre este filme e vi o respectivo trailer, marcando automaticamente na minha agenda de favoritos para o ver o quanto antes. É verdade, pode soar a tara de adolescente, mas o protagonista é o londrino Ryan Gosling e tenho a confessar que só por isso o filme ganhou logo alguns pontos. Indo ao que realmente interessa, o argumento pareceu-me um pouco fora do comum e por isso mesmo me despertou grande interesse.

Este é um dos filmes que vai estar nas antestreias do Lisbon & Estoril Film Festival, mas como a minha curiosidade não resistiu, vi-o numa bela e descansada noite de Sábado.

O realizador é Nicolas Winding Refn, um dinamarquês que nos traz um filme cheio de mistério e com personagens bastante definidas.

Fui surpreendida com o início do filme, que vem acompanhado com uma apresentação e lettering igual às películas dos anos 80/90. Lembram-se de filmes como “Striptease” ou outros que passavam por volta das 2h da manhã, com bolinha no canto superior direito? É o que nos vem logo à cabeça quando começamos a ver “Drive”.

O filme fala de um driver, que faz de duplo durante o dia e durante a noite é uma espécie de motorista para ladrões. Ou seja, ele não participa em assaltos, nada tem a ver com criminalidade, apenas transporta assaltantes e dá-lhes cinco minutos para fazerem os seus crimes e depois parte; com ou sem eles.

“Driver” é um personagem que ao longo do filme nos inquieta. Pouco fala, tem um olhar bastante misterioso e dá pouco a conhecer de si. Como em quase todos os filmes, tem de existir uma história de amor, que neste caso se adequa ao personagem principal, já que a relação é tão ou mais estranha que ele próprio. A amada é a bonita e simples Carey Mulligan que faz de Irene, mãe do pequeno Benicio, um menino que se afeiçoa automaticamente a Driver.

Tudo complica quando o marido de Irene sai da prisão e arrasta despropositadamente Driver para um dos seus esquemas, onde entram os grandes vilões Ron Perlman, que faz de Nino, e Albert Brooks, o Bernie. De repente tudo se altera e Driver é obrigado a matar, a planear e a ser um criminoso.

Li muitas críticas positivas a este filme, mas li também imensas negativas. Eu, sem dúvida, faço parte das opiniões positivas. É verdade que muitas vezes temos uma opinião dúbia e indecisa sobre o filme, porque apesar de ter uma boa construção de história e personagens tão especiais, tem também imensas cenas de filme de acção de tardes de domingo, o que por vezes parece retirar parte da credibilidade da história. Mas chegando ao fim e analisando-o como um todo, “Drive” é bastante especial, com uma visão muito própria de um diferente “mundo”.

http://thisismylifeonelifeonechance.blogspot.com



Também poderás gostar


Pin It on Pinterest

Share This