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Fatboy Slim @ Lux

Contas feitas, e com mais ou menos entusiasmo, Fatboy Slim vale sempre a pena.

As apresentações são dispensadas, Fatboy Slim era presença esperada e mais que ansiada, quando, por volta das 02h00, já de dia 10 de Fevereiro, chegou ao palco do Lux.

A sala estava bem cheia e empolgada à espera do DJ britânico. Para quem estava na lateral direita da sala, em frente ao palco, teve a sorte de ver Norman Cook passar mesmo à sua frente, minutos antes de subir ao palco.

Sem rodeios, o set começa e, num ápice, surgem como cogumelos câmaras fotográficas ou smartphones nas mãos de praticamente todas as pessoas no público.

Para quem tinha em mente «Weapons of Choice», «Funk Soul Brother», «Right Here Right Now» e outros hits, bem os pôde esquecer. Mesmo abrindo a pista com «Praise You», o resto da noite foi uma descarga electrónica que muitos não esperavam. Sem tirar mérito algum, não é todos os dias que presenciamos uma energia em palco tão brutal, mas, tirando isso, o Lux merecia um pouco mais originalidade que um mero DJ set. É verdade que a sala ficou rendida com as misturas improváveis de Beyoncé, Manu Chao, Michael Jackson ou funk carioca que serviram para aquecer a primeira meia hora. Depois de uma, duas horas, o sentimento de que andamos às voltas e esta é um pouco mais do mesmo, é inevitável.

Conhecido por ler o público melhor que qualquer DJ, Fatboy Slim realmente mostrou toda a energia que os seus 48 anos não lhe tiraram. “Are we having fun yet?” foi a frase que vimos quando Norman Cook vai buscar uma máscara sorridente e a coloca na cara, sem nunca parar de dançar, saltar e correr de um lado para outro do palco. Contas feitas, e com mais ou menos entusiasmo, Fatboy Slim vale sempre a pena. Demos a mão à palmatória.



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