Festival Curtas Vila do Conde

13ª edição do maior festival de curtas do país. Até 10 de Julho em Vila do Conde.

Um especial destaque ao cinema contemporâneo japonês, a incursão por uma nova secção competitiva – Take One! destinada sobretudo a trabalhos de escolas superiores nacionais, um workshop de cinema super 8 e as secções competitivas nacional e internacional são os principais trunfos da 13ª edição do Festival Internacional de Lisboa – Curtas de Vila do Conde que tem início a 2 de Julho e que decorre até ao dia 10.

Este ano, devido ao crescente aumento da projecção internacional do festival, a secção competitiva foi construída a partir de uma base de 2650 filmes inscritos, dos quais, ainda que com alguma dificuldade, apenas puderam ser seleccionadas 54 propostas, que irão ser exibidas em dez sessões.

A principal novidade é a inclusão do vídeo musical como nova categoria, lado a lado com a ficção, a animação, o documentário e o filme experimental. Há países que fazem a sua estreia absoluta este ano na programação, é o caso da Islândia, Singapura, Malásia e Filipinas.

Entre as diversas propostas internacionais é de notar a presença habitual de realizadores em início de carreira, bem como de nomes já conhecidos do festival e alguns até premiados em edições anteriores, como Vivian Ostrovski, Bill Plympton, Mathias Muller, Gustav Deutsch, Thomas Draschan, Dominique Gonzalez-Foerste, Cristoph Girardet, Jochen Khun ou Peter Tcherkassky.

Existem propostas, entre tantas outras não menos ambiciosas, que se revelam no mínimo originais, como é o caso do documentário oriundo da Dinamarca, sobre a realidade social que se vive no Irão (Prostitution behind the Veil)  de Nahid Person, ou o filme de Peter Hutton que percorre as paisagens da Islândia  (Skagafjordur).

Na secção competitiva nacional foram recebidas mais de 150 propostas, tendo, somente, 13 filmes chegado à selecção final, de onde destacamos o documentário de Inês Oliveira, Documento Boxe, de Miguel Clara Vasconcelos, uma das oito estreias absolutas deste certame, Comer o coração de Rui Chafes e Vera Mantero, que faz a exploração do universo do escultor e da coreógrafa e 3 postais da Etiópia de Pedro Caldas, um dos mais recentes vencedores desta competição.

Com o programa Made In Japan pretende-se mudar as mentalidades mais conservadoras relativamente à cinematografia japonesa, em que apenas se conhece um ou dois nomes. Serão apresentadas três retrospectivas de autor (Sei Ishikawa, Ishii Sogo e Ishii Katsuhito), uma mostra de curtas metragens provenientes dos armazéns virtuais da OpenArt (plataforma de divulgação on-line para criadores japoneses de audiovisual e de cinema digital), três filmes-concerto e duas instalações colocadas estratégicamente na cidade, e ainda uma selecção de vídeos musicais japoneses.

A mostra Take One! terá no festival a sua 1ª edição, já que em 2004 foi apenas experimental e assume-se como um meio de divulgação de filmes realizados por escolas portuguesas. Para além da mostra, haverá diversos workshops e master classes visando proporcionar a todos os estudantes um estreito contacto com o panorama audiovisual e cinematográfico em Portugal.

Work in Progress é uma secção do festival que, para  além do cinema propriamente dito, estabelece relações com outras artes. Nesta edição estarão presentes filmes de Deborah Stratman e da dupla italiana Danielle Cipri e Franco Maresco.



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