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Jonathan Saunders

O paraíso caleidoscópico da cor.

Se é dum kilt por medida que anda à procura, enganou-se no endereço! A imagem de marca são realmente os padrões, mas vão muito além do tartan distintivo dos clãs sociais.

Jonathan Saunders é um estilista escocês, nascido em Glasgow em 1977, que flamejou uma carreira de contos de fadas pelo catapultar da sua colecção/projecto final de curso, revestido de padrões inspirados na capa do álbum “Yellow Submarine” dos Beatles, a qual atraiu diversos stakeholders no mundo da moda, angariando-lhe nomeadamente o galardão de Lancôme Color Award em 2002.

Mais magnífico foi o tempo recorde, de dois dias, em que conquistou um dos mais célebres designers de moda contemporâneos, Alexander McQueen, a fim de desenvolver padrões para as suas colecções. Corolário desta parceria foi o famoso padrão dos pássaros do paraíso, o desfile mais fotografado do London Fashion Week de 2003.

A sua distinção como criador de padrões excepcionais concedeu-lhe o convite de colaboração em conceituadas casas da alta-costura, nomeadamente a francesa Chloé e a italiana Pucci, na altura sob a direcção criativa de Christian Lacroix, a qual num verdadeiro voto de confiança abre pela primeira vez as suas portas à criação de novos padrões a juntar ao fabuloso arquivo de Emilio Pucci, o autêntico baluarte desta casa.

Saunders possui traços distintivos na concepção dos seus padrões, além de fazer uso da tradicional técnica de estampagem por serigrafia, a qual chega a usar 20 telas numa só concepção, recorre a corres garridas e desenhos caleidoscópicos, aparentemente produzidos com recurso a computador pela noção de tridimensionalidade, contudo são fruto do seu árduo labor manual. Não obstante, o toque peculiar da sua obra está na omissão da natural prática de partir de rolos de tecidos impressos, face à construção de cada estampagem tendo em conta a peça final, previamente desenhada e constituída por painéis de uma única estampa, conferindo à peça uma surpreendente simbiose entre padrão e corte, dotada à primeira impressão de uma ilusória conjugação de peças.

A carreira de Saunders é pontuada por uma sucessão de momentos extraordinários. Se em 1999 termina o seu Bachelor of Arts em Têxteis Estampados na Glasgow School of Arts, em 2002 conclui em Londres, na mesma área, o Master of Arts na renomeada Central Saint Martins College of Art and Design, berço de ilustres estilistas britânicos, cuja colecção final o projecta, em 2003, para a passarela da London Fashion Week, recebendo dois anos depois o Prémio de Estilista do ano pelos Scottish Style Awards (2005). Não obstante, no ano de 2008, em que decide levar a sua colecção a outra capital famosa da moda no lado oposto do oceano, apresentando-a na New York Fashion Week, é igualmente laureado pelos Elle Style Awards com o Prémio de Designer Britânico do Ano.

Finalmente em 2010, regressa à semana da moda britânica, renovando os seus paradigmas, mostrando que nem só de padrões estampados pela brilhante técnica serigráfica e pela rica paleta de cores vive o seu trabalho, redefinindo-se pelo foco dado ao primoroso corte e desenho das peças em blocos de cores sólidas, numa linha elegante e peculiar, que serve um momento Obama, uma entrega de Óscares, ou mesmo um estilo jovem e moderno, que passa do formal ao casual, do artístico ao comercial, tendo sempre em linha de conta a sofisticação. É também neste ano que apresenta a sua linha masculina.

Como forma de chegar ao consumidor comum e como via de internacionalização, decide aceitar o desafio das cadeias de grande distribuição de fast-fashion, a americana Target e a inglesa Topshop, desenhando colecções limitadas e acessíveis, cujo preços, nomeadamente de uma saia por $20, rivalizam ferozmente com os da sua linha própria, por $1 600. Também neste ano, associa-se à cadeia de drogaria britânica Boots, no desenvolvimento da gama de cosméticos Boots 17.

Anualmente Jonathan Saunders cria quatros colecções para a sua marca própria e duas como director criativo da casa milanesa Pollini, ostentando colecção após colecção o uso caleidoscópico da cor, numa sinestesia de estampas gráficas, cor e texturas.



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