Mogwai

Passada quase uma década de existência, os Mogwai decidem voltar. Pisam o território nacional nos próximos dias 5 e 6 de Fevereiro.

Happy Songs for Happy People, é como se chama o último trabalho dos Mogwai e o álbum produzido por Rick Rubin não podia ter título mais adequado.

Não é que as músicas sejam propriamente alegres. Aliás, é pela melancolia, obscuridade e sensação de insegurança que o álbum vai fluindo até ao seu último tema. No seu conjunto, acaba por ser completo e inovador, uma verdadeira baforada de ar fresco. Este é um álbum cheio de cores e novas ideias que nos remete para mil e uma sensações que, ao fim ao cabo, após filtradas, não passam de pura harmonia, comunhão e sintonia…

Num álbum em que a voz é só mais um instrumento, Happy Songs forHappy People, pode ser a ‘banda sonora’ do vosso dia, ou mesmo da vossa vida. Basta escolher as palavras que queremos e conjugá-las com a música. Este álbum é o guia de uma nova era…

Os ambientes abstractos não nos deixam indiferentes, fazem-nos mover, viajar do lado mais tenebroso ao mais transparente. Uma a uma, as músicas transformam-se, e de matéria metafísica passam a seres vivos, onde somos engolidos e cuspidos, tudo de uma forma muito suave, sem complexos, sem resistência. No fim, ficamos com um sentimento de alívio, de puro júbilo, mais que não seja pela sensação de que o Rock, em todas as suas formas, não está assim tão morto!

Os Mogwai não são novos nestas andanças. Estes cinco rapazitos de Glasgow já fazem barulho desde 1997. Na altura lançaram Ten Rapid e Mogwai Young Team, álbuns que contavam com todas as músicas armazenadas até à altura. Arrojados e sem preconceitos, depressa os Mogwai ganharam um espaço na cena musical britânica.

Numa altura em que a brit-pop e o movimento indie governavam os tops, não foi difícil conquistar um vasto público constituído por todos aqueles miúdos renegados e de certa forma saturados de tanta inocência e falta de conteúdo que a música na altura oferecia. Stuart Braithwaite, Brendan o’Hare, John Cummings, Dominic Aitchison e Martin Bulloch tinham vindo para ficar.

Mogwai Young Team tinha definitivamente deixado marca mas foi com Come On Die Young e Rock Action, álbuns lançados pela Matador Records em 1999 e 2001, que os Mogwai ganharam o culto e a irreverência que se mantêm até aos dias de hoje.

Chegaram onde muitos tentaram e não conseguiram, passaram imunes ao mainstream, fiéis à sua simplicidade e vontade de fazer música e depressa se começou a delinear toda uma mística e começamos a perceber que os Mogwai não são mais uma banda de rock mas sim a banda rock que remexeu, alterou e puxou os limites do género ao máximo!

Não é que os Mogwai sejam uns virtuosos, mas é pela sua frescura, originalidade e a sua capacidade de transmitir sensações, como se de uma arritmia se tratasse, que temos que os admirar. Dinâmicos e energéticos tornam cada uma das suas actuações verdadeiramente excitantes… Tudo isto e muito mais a não perder no próximo dia 5 de Fevereiro no Paradise Garage em Lisboa e no dia 6 de Fevereiro no Hard Club em Vila Nova de Gaia.



Também poderás gostar


There are no comments

Add yours

Pin It on Pinterest

Share This