Josh Rouse

O mês de Dezembro marca o regresso do músico de Nashville a Portugal.

Depois de uma passagem por Portugal, a meio da época balnear, para uma actuação no Festival Paredes de Coura, Josh Rouse regressa aos palcos nacionais para dois concertos; 15 de Dezembro no Forúm Lisboa e no dia 17 no Edifício Alfândega na cidade invicta. A primeira parte dos concertos vai estar a cargo de Nuno Prata, ex-Ornatos Violeta.

Depois da passagem pelo Lux das manas Cocorosie e da actuação do “gay messiah” Rufus na Aula Magna, o próximo songwriter a actuar em Portugal é Josh Rouse, que, à semelhança dos anteriores, também actuou num festival de Verão antes de mostrar a sua música num ambiente mais adequado e intimista.

Apelidado por muitos como “um dos mais brilhantes escritores de canções do nosso tempo”, Josh Rouse vem a Portugal apresentar “1972”, o último registo de originais e um dos melhores álbuns de 2003.

Natural de Nashville, uma das mais estimulantes cidades americanas no que diz respeito à música, Josh Rouse é neste momento um dos mais respeitados escritores de canções do mundo. Naturalmente influenciado pela música country e folk americana, Rouse consegue associar, principalmente no seu último álbum, a sua melancolia com a “festividade” da soul da década de setenta.

Para além de ser o seu ano de nascimento (e data de fabrico da sua Fender Telecaster), “1972” surge como uma clara homenagem à década que Rouse tanto admira. O toque “retro” que está presente na sonoridade e grafismo do disco surge acompanhado pela actualidade dos temas expostos e simplicidade das letras, onde, sem ser excessivamente metafórico, consegue transmitir a sua visão do quotidiano.

Josh Rouse consegue retratar, através da construção de diversas personagens, a realidade que observa, tornando a sua música bastante “fácil” de se ouvir, mas nunca caíndo na ratoeira do “comercial”. É esta capacidade de fazer temas pop sem ser mesquinho nem banal, que fazem dele um dos mais importantes escritores de canções deste virar de século.

Passado mais de um ano do lançamento de “1972”, Josh Rouse vai certamente aproveitar estes dois concertos para apresentar novo material e fazer uma retrospectiva da sua carreira pois, embora esta não seja a primeira vez que toca em território nacional, esta vai ser a sua estreia em Lisboa e no Porto onde vai actuar para o seu público que há muito anseia uma oportunidade de o ver ao vivo.

Todos aqueles que pensam que um “songwriter” é um tipo com uma guitarra a cantar músicas tristes que só ele é que entende, vão concerteza ficar surpreendidos ao ouvir Josh Rouse. Esperamos também ficar quando o voltarmos a ver em cima do palco.



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