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London meets It girls

São cool, são giras, são musas até

São presença garantida nas primeiras filas dos desfiles das principais semanas de Moda e, honestamente, de nos fazer morrer de inveja por serem donas de tão sublimes guarda-roupa.

It girls são, acima de tudo, fontes de inspiração.

Falo, pois, de Alexa Chung, Poppy Delevingne ou Edie Campbell, como exemplo, o que me leva a crer (com base na estatística!) que Londres impera no que a este elemento da indústria da Moda diz respeito.

Estará esta estatística ligada a um certo dark side (chamo-lhe eu)? Um dark side que leva artistas (sim, artistas!) como Jean-Paul Gautier a procurar Londres como fonte de inspiração de colecções, ou como Paula Rego a escolher esta (imperfeitamente perfeita) cidade como local de residência? Um dark side que nos trouxe os Sex Pistols e os Rolling Stones? Um dark side que mantém viva uma Central Saint Martins que nos permite conhecer talentos como os de Alexander McQueen, John Galliano, ou mesmo Jarvis Cocker e PJ Harvey ou Colin Firth?

Certo é que estas It girls têm em comum aquele je ne sais quai que nos inspira, que nos faz idolatrar uma Alexa bag, que torna possível alguém com o cabelo aparentemente desleixado estar na capa de revistas como a Vogue ou Harper’s Bazaar, que nos faz querer poupar uns quantos meses de ordenado para comprar uma 2.55 e usá-la no mais indie festival de verão.

Têm em comum o “x factor”. Aquele não muito bem definido factor que permitiu a Poppy servir de musa inspiradora a Matthew Williamson, e que teve grande, se não principal, influência na escolha de Alexa Chung como nova embaixadora de estilo do British Fashion Council.

Alexa chung com a carteira Alexa, de Mulberry e Poppy Delevingne em Matthew Williamson

Ora isto leva-me naturalmente a citar uma outrora It girl, actual ícone (mesmo que a própria não o admita ser!), Kate Moss. Se há explicação ao nível da razão para meio mundo a copiar? Talvez não seja racional, mas sensorial é com certeza: “We love you Kate”, estampou Alexander McQueen na t-shirt que exibiu no final do desfile Primavera/Verão 2006, como forma de apoio a uma grande amiga, “and we just want to be like you”, acrescento eu. Queremos ir para Glastonbury com umas Hunter nos pés, queremos ir à rua com um out-of-bed hair (e queremos um Johnny Depp nas nossas vidas também!).

Alexander McQueen e Kate Moss em Glastonbury

É uma questão de atitude. De carisma.

É ser-se, sendo-se, naturalmente.

Esta coisa de serem seguidas e criarem tendências vem por acréscimo. E porquê? Porque infelizmente não podemos sair de casa com jóias de preços de casas nem com vestidos com os quais não podemos respirar. Porque somos práticas e temos uma vida agitada. Mas queremos estar sempre sensacionais e sermos admiradas como pessoas reais que somos. Mas queremos luxo, o luxo que a Coco Chanel um dia definiu como aquilo que não é vulgar.

E por todas essas razões a nossa inspiração vem de quem é único, de quem é especial.

Mas esta última foi, apenas, uma opinião muito pessoal!



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