“Montage of Heck”, Cobain

O Universo eterno de Cobain

“Montage of Heck”, o mais recente documentário sobre a vida de Kurt Cobain, o cantor que morreu em 1994, ainda está em exibição em Portugal.

Um rapaz loiro e sorridente de dois anos a brincar com a guitarra que acabou de receber, esta é uma das primeiras imagens do mais recente tributo ao cantor e considerado também o mais fiel, com produção executiva da própria filha Frances Cobain, o documentário, que está nos cinemas portugueses desde o final de Abril, é o único até hoje com autorização exclusiva da família.

A relação de Kurt com os pais, o turbilhão interior que, por vezes, o dominava, as contantes dores e o abuso de drogas são alguns dos aspetos retratados neste trabalho documental que deve o nome a uma cassete gravada por Cobain em 1988.

Esta montagem de músicas, sons e filmes, descoberta pelo realizador Brett Morgan que encontrou nestes registos a oportunidade perfeita para nos conduzir pelo universo drástico, dramático e destorcido do cantor, que sempre teve uma vida descortinada e analisada pelos media.

Vídeos caseiros, fotografias de família, materiais do arquivo pessoal de Kurt como desenhos, pinturas, depoimentos do diário e gravações de áudio compõem esta viagem ao mundo de Cobain, que vai desde que é uma criança – à qual lhe é diagnosticada hiperatividade, passando pela atribulada adolescência, e terminando, com alguns momentos íntimos que passou com a mulher, Courtney Love e com a filha Frances, ainda bebé.

Em mais de duas horas de documentário é possível observar uma visão pela vida do músico, levada a cabo de forma precisa, cuidada e esteticamente bem conseguida.

Entrevistas exclusivas dos pais, da irmã, da madrasta, da primeira namorada, do Krist Novoselic, baixista dos Nirvana e da própria Courtney Love – que não consegue deixar de transparecer a mágoa que ainda carrega quando fala de Kurt – integram esta viagem, entre o real e o onírico de Cobain, aquele que foi considerado a voz de uma geração.

As palavras de Dave Grohl, outrora baterista dos Nirvana, atualmente na banda Foo Fighters, ficaram de lado neste documentário, segundo o realizador, por ter sido feita demasiado tarde.

Este trabalho é levado à tela através de um excelente recurso a animação – de desenhos do próprio Kurt e outros criados para retratar episódios de uma vida turbulenta e levada ao êxtase.

Ainda está em exibição o, considerado mais preciso, trabalho sobre o cantor que ao 27 anos se suicidou deixando três registos gravados em estúdio, pela banda fundada em 87.



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