“Neverwhere – Na Terra do Nada” | Neil Gaiman

“Neverwhere – Na Terra do Nada” | Neil Gaiman

O metro é uma passagem

Quem já não terá dado por si, movido pela irrequietude da juventude ou por um forçoso amadurecimento, sequioso em escobrir um mundo paralelo ao nosso onde a vida fosse pintada de outras cores, possibilitando o despontar de uma segunda existência? Neil Gaiman, um dos mais prolíficos criadores do universo fantástico, encontrou esse lugar e até lhe deu nome: “Neverwhere – Na Terra do Nada” (Editorial Presença, 2014 – reedição).

Gaiman conduz-nos a um mundo alternativo, onde a capital do país de Sua Majestade é representada através de duas cidades que coexistem sem saber da existência uma da outra (com raras excepções): Londres-de-Cima e Londres-de-Baixo. Entre elas, uma estrutura ordenada que esconde várias portas de acesso: a rede do metropolitano.

Richard Mayhew, o protagonista, é dado à simplicidade e possui um bom coração. Certo dia, abandona a província para entrar na acelerada vida laboral da capital ou, como diz o próprio, deixando «um lugar pequeno e racional – um local que fazia sentido – para um local imenso e velho que não fazia sentido.»

Londres-de-Cima representa a rigidez da rotina, o mundo do aqui e agora, onde impera a segurança e a lógica. Porém, a partir do momento que conhece Door, uma adolescente extremamente invulgar que anda foragida, a sua vida conhece uma profunda transformação, conduzindo-o a um labirinto subterrâneo de túneis e estações de metro, há muito abandonados, onde vivem personagens improváveis e extremamente perigosas. Mind the gap caro leitor, está prestes a entrar em Neverwhere.



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