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New Order

“Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça...”

A garota até não é de Ipanema, a garota que respira esta marca é menina do Rio, ao som da canção – com certeza – porque arrasa com aqueles pormenores que, dos pés à cabeça, são tão deliciosos. New Order soa a António Carlos Jobim, com nome grande que podia voar sobre outras melodias, mas transporta todo o suspiro por uma cidade maravilhosa, aquela traz novas inspirações de mulher moderna… aquela que faz a diferença com acessórios que nem precisam ser glamourosos, mas totalmente inovadores.

Do Brasil, chega então a New Order [NO]: uma marca irmã da nossa já conhecida Osklen – esta com loja em pleno Chiado lisboeta – para desconcertar qualquer menina e moça. É um amor à distância, diga-se já. Daqueles complicados de angústia, porque ainda nem representação actual temos no nosso continente, mas nem por isso vamos fazer deste um namoro adiado ou de correspondência. Seja antes este um manifesto que sublinha a boa corrente que o outro lado do oceano traz à moda, pela vertente não só do pronto a vestir, mas do Pronto a Usar… no universo dos acessórios.

Enquanto aqui nos preparamos para o Verão, no Brasil prepara-se o Inverno, tendo a NO feito o seu highlight para os tempos mais frios ao mostrar a sua nova colecção no passado mês de Janeiro, na passerelle do Fashion Rio. Coisa de gatas… Se os bichanos gostam de brincar com pequenas formas de brilho e textura, a marca apresentou meninas-gato com ares de pelúcia muito pouco infantil, simples, mas em tudo sensuais e divertidas, com os “brinquedos” certos. Roupa atraente de textura volumosa em pretos e brancos de pêlo ou lã; grandes e pequenas orelhas pontiagudas, nada carnavaleira, antes totalmente  integradas em peças de cabeça ou tronco e que, de forma tão natural, permitiram fazer viver um conjunto de acessórios de Inverno a desembrulhar uma nova Cat Woman. O engraçado é ver o conjunto, porque se não são as manequins a fazer “purrrrr”, é o espectador a ronronar pelo imaginário do desfile, em que do prático ora se faz kitsch, ora se faz luxo.

Must have com fartura, para a estação e para a vida! Gorros longos – caídos -, luvas grandes de um charme acompanhado por malas e mochilas que mexem com lona, tachas e spikes. As protagonistas envergam os acessórios city chic que fazem todo o sentido de Copacabana a Milão, sofisticados pormenores de estética valorizada em colares, carteiras, cintos, mochilas, sapatos… Mãos e pés com a melhor cobertura de toque em contornos de preto e branco, a fazer conviver bem os saltos para royal red e azuis mais profundos de mar, deixando revelar na criatividade dos objectos, linhas muito confortáveis, de menina sonhadora. Encantadora.

É bom poder trazer um pouco de Rio, sem samba no pé -dispensamos o chinelo, os sapatos NO fazem tirar os pés do chão. É bom só aquela coisa do imaginário europeu, que deixa suspirar o deslumbre pela sofisticação da cidade, sob a fantasia daquele despertar perante os braços abertos do Cristo Rei – e não o da ponte!

Neste sentido, a apresentação da NO vem até deixar um desafio à irmã Osklen, que já nos havia brindado com o estilo charmoso que se adianta além mar. A jovem do Rio acena com traços de personalidade individualista – como os gatos – e de uma vaidade tão natural que simplesmente veste bem, mesmo que em aspectos tão únicos como um adereço. Não são jóias, mas são acessórios que sabem ao mesmo brilho, quando o seu balançado é mais que um poema… É a coisa mais linda que eu já vi passar.



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