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Nintendo Switch Lite | Análise

Tudo a menos… será?

Admito que tive dificuldades em encontrar um bom título para esta temática. Parte da comunidade da Nintendo recebeu bem este novo elemento à já enorme família de consolas da companhia de videojogos mais conhecida no mundo, mas outros nem por isso.

Eu sou apologista da teoria da morte da 3ds. Apesar de ter sido uma das melhores consolas ao nível de vendas, conteúdo e portabilidade (claro!), a 3ds tem quase 10 anos de existência, tendo sido anunciada a 23 de Março de 2011! Todas as consolas da Nintendo são responsáveis por trazer alguma inovação para cima da mesa, aquando o lançamento e a 3ds não foi exceção. Esta, como sabem, tem a capacidade de reprodução de imagens 3D sem o recurso a óculos especiais. Tinha ainda acesso a toda a biblioteca de jogos da velha Nintendo Ds o que faz com que seja uma consola com uma enorme versatilidade. Para além disso, era a principal concorrente da Ps Vita, consola que, graças a esta criação da Nintendo, sofreu imenso no mercado embora seja muito superior à 3ds a nível de Hardware. Mais uma vez, o patinho feito transformou-se num belo cisne!

Com este resumo, voltemos então ao nosso novo elemento. A meu ver, a Nintendo Switch Lite veio substituir, por completo, a Nintendo 3ds do mercado, garantido um preço mais baixo – comparativamente à Switch normal –  e removendo algumas características à original, que põem em causa o próprio nome da consola (Switch entre o modo TV e o portátil).

Ao nível do Hardware, estamos perante uma consola mais leve, que apresenta melhores resultados ao nível da bateria e mais portátil. Pelo menos, estes são os pontos positivos, no geral, que a nova consola apresenta. Sendo esta um pouco mais pequena, com um ecrã de 5.5 polegadas – 6.2 da original – torna-se mais apelativa ao transporte do que a Switch normal, mas não por muito. O que realmente faz diferença é o peso. Há duas coisas que perturbam os jogadores da Nintendo Switch normal: (1) os joy-cons alterarem a sua posição enquanto jogamos que, embora não seja uma notória diferença, é o suficiente para causar desconforto; (2) o peso da consola. A OG Switch tem quase 400 gramas (398 para ser exato), enquanto que a lite tem 276 gramas. Embora pareçam diferenças pequenas, em longas jornadas de jogo, acreditem, tudo muda!

Isto torna a Nintendo Switch Lite uma consola muito mais confortável de utilizar, principalmente, quando temos tudo unificado, isto é, consola e comando, deixando de parte aquilo que tinha referido em cima, aquando a comparação com a Switch original.

Optaram, também, pela alteração das teclas da consola, substituindo os botões do comando esquerdo por um D-pad e alteraram o próprio material dos botões, conseguindo assim uma maior aproximação aos botões do Pro Controller, comando considerado por muitos como o melhor do mercado (para jogadores da Switch).

No entanto, nem tudo são rosas. Como disse, o próprio nome da consola entra em discordância com este novo elemento. Desta vez, não é possível ligar a consola à TV. Para além disso, Tabletop mode também não é possível, de raiz, uma vez que este novo modelo não tem o Kickstand  que a original tinha. Já não vou falar das alterações que a Nintendo poderia ter feito como a inclusão de um recetor Bluetooth ou ter mais do que 32 gb de memória. Apesar disto, já há formas, não oficiais, de solucionar estes problemas. No entanto, são problemas que poderiam ser resolvidos pela Nintendo e não cobradas à parte por terceiros.

Podemos ainda identificar alguns cuidados a ter para os utilizadores exclusivos desta consola como a identificação dos jogos compatíveis com a consola (indicado na parte de trás da caixa de jogo), uma vez que nem todos são compatíveis e o facto de que os joy-cons e o Pro Controller podem ser conectados à mesma, embora continuem a precisar e uma forma de segurar a consola sobre uma superfície.

Conclusão

A meu ver, 200 euros ou menos por uma Nintendo Switch Lite não me parece um mau negócio para aqueles que ainda não têm uma Switch. Como disse, é mais portátil e tem acesso a uma imensidão de jogos com a qualidade Nintendo, qualidade essa que apenas esta fantástica companhia pode dar. É ainda mais confortável e colorida do que a Nintendo Switch original, mantendo assim um perfil uniforme e, na minha opinião, menos parolo.

Para os detentores de uma Nintendo Switch, uma troca direta está, a partida, fora de questão. No entanto, se quiserem comprar para complementar aquela que já têm em casa, porque não?

Tenham cuidado com os saves e a cloud… não ouvi coisas boas desses lados.



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