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Railway Empire | Análise

Railway Empire chegou recentemente ao mercado para nos tornar verdadeiros gestores ferroviários. Praticamente tudo nos passa pelas mãos: onde colocar as estações, por onde construir as linhas, e até o tipo de bens que queremos transportar entre as várias cidades do mapa.

Railway Empire oferece-nos vários modos de jogo, sendo que a melhor maneira de começar é pelo modo Campanha. Este modo serve como tutorial e, com as tarefas que nos são atribuídas, vai-nos levando ao longo de momentos importantes na história dos caminhos de ferro dos Estados Unidos.

Temos ainda a possibilidade de jogar em cenários com objectivos pré-estabelecidos, bem como  o clássico modo sandbox, em que não precisamos de nos preocupar com as finanças, nem com adversários.

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Depois de colocar as primeiras estações, rapidamente percebemos que o jogo tem uma maior profundidade do que parece à primeira vista. Não basta construir estações e linhas, já que todas as decisões que tomamos vão ter um impacto nas nossas finanças e na evolução que as cidades têm.

Por exemplo, ao construir as linhas devemos ter em conta que por vezes o caminho mais direto pode sair bem mais caro. Não há nada que nos impeça de construir uma linha a atravessar uma montanha (será automaticamente construído um túnel). No entanto, tal linha sairá muito mais cara do que se construíssemos uma que desse a volta, sem atravessar este tipo de obstáculo.

com profundidade suficiente para que todas as decisões tenham de ser bem pensadas

Outro pormenor importante ao colocar as linhas, é o cuidado que devemos de ter para que dois comboios que circulem na mesma linha se possam cruzar e circulem da maneira mais eficiente possível sem paragens. Para tal, é necessário  construir sinais e, em alguns momentos, linhas paralelas. Para quem não quiser ter este tipo de preocupações, alguns modos de jogo permitem desligar este realismo.

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Para além das linhas, devemos ter em conta o que queremos transportar entre as cidades, e como é que as vamos fazer crescer.

Todas as cidades no mapa têm uma lista de bens que precisam para aumentar a população e, assim, crescerem. Alguns desses bens são mais importantes que outros, uma vez que vão alimentar as fábricas existentes na cidade, para serem transformados noutro produto necessário num outro ponto do mapa.

A dada altura do jogo, dei por mim a tentar optimizar o transporte de algodão para Baltimore, onde estava a fábrica que fazia vestidos, para depois os transportar para Nova Iorque, onde era o tipo de produto mais pedido pela população.

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À medida que o jogo avança vamos também ganhando pontos de investigação que nos permitem pesquisar novas locomotivas (cada uma com as suas características), desbloquear a possibilidade de contratarmos staff para os comboios, ou construir determinados serviços nas cidades, à medida que elas crescem.

Tudo isto é acompanhado por um grafismo e uma banda sonora  bastante agradáveis,  mesmo ao fim de umas horas de jogo.

Conclusão

Para os fãs de jogos de estratégia,gestão Railway Empire é sem dúvida uma excelente opção.

Apesar de, na minha opinião, sofrer de alguns problemas com o controlo da câmara ou com alguns menus pouco intuitivos, consegue ter um bom equilíbrio entre um jogo simples, ou se o jogador quiser, com profundidade suficiente para que todas as decisões tenham de ser bem pensadas.

Enquanto vamos aumentando a nossa rede ferroviária e vendo as cidades a crescer com a nossa ajuda, nem damos pelas horas a passar. Quando assim acontece, pode-se dizer que estamos perante uma aposta ganha!



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